Meu filho está seguro na internet? 7 dicas para pais e responsáveis
De senhas a conversas abertas; confira orientações práticas para proteger crianças e adolescentes online
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Notícias sobre casos de assédio e aliciamento online, como os que têm sido registrados no Brasil, acendem um alerta urgente para pais e responsáveis. A internet é um universo de aprendizado e conexão, mas também apresenta riscos que não podem ser ignorados. Proteger crianças e adolescentes no ambiente digital exige atenção e, principalmente, atitudes práticas.
A supervisão dos pais é fundamental para garantir uma navegação segura, mas muitos se sentem perdidos sobre por onde começar. A boa notícia é que algumas medidas simples, aplicadas no dia a dia, podem fazer uma grande diferença. O objetivo não é proibir o acesso, mas sim educar e criar uma rede de segurança ao redor dos jovens.
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Para ajudar nessa tarefa, reunimos sete orientações práticas, baseadas em recomendações de organizações de segurança digital, para fortalecer a proteção dos seus filhos na internet:
Converse abertamente: o diálogo é a principal ferramenta. Crie um ambiente de confiança para que seu filho se sinta à vontade para compartilhar experiências, medos e dúvidas. Pergunte sobre os jogos que ele gosta, os amigos virtuais e o que ele costuma assistir. Isso fortalece o vínculo e faz de você a primeira pessoa que ele procurará em caso de problema.
Defina regras e limites claros: estabeleça horários para o uso de telas e defina quais sites, aplicativos e jogos são permitidos. As regras devem ser transparentes e adequadas à idade da criança ou do adolescente. Isso ajuda a criar uma rotina saudável e a evitar o uso excessivo e sem supervisão.
Revise as configurações de privacidade: a maioria das redes sociais e aplicativos permite restringir quem pode ver as publicações ou entrar em contato. Sente com seu filho e configure os perfis para serem o mais privados possível. Essa ação simples limita a exposição a desconhecidos e reduz o risco de cyberbullying.
Oriente sobre dados pessoais: ensine a nunca compartilhar informações como endereço completo, nome da escola, telefone ou senhas, mesmo com amigos. Explique que esses dados podem ser usados por pessoas mal-intencionadas. Mesmo em jogos online, o apelido não deve conter o nome real ou a data de nascimento.
Crie senhas fortes e únicas: incentive o uso de senhas complexas, que misturem letras maiúsculas, minúsculas, números e símbolos. Mostre a importância de não repetir a mesma combinação em diferentes serviços e, principalmente, de nunca compartilhá-la com ninguém.
Ensine a identificar sinais de perigo: alerte sobre abordagens de estranhos, pedidos de fotos íntimas, convites para conversas privadas ou encontros presenciais. Deixe claro que eles devem contar a você imediatamente se algo assim acontecer. A regra é desconfiar e sempre avisar um adulto responsável.
Utilize ferramentas de controle parental: sistemas operacionais e aplicativos oferecem recursos que permitem filtrar conteúdo impróprio, limitar o tempo de uso e monitorar a atividade online. Ferramentas como o Google Family Link e os controles nativos de sistemas como iOS e Android funcionam como uma camada extra de proteção, mas lembre-se: elas não substituem o diálogo.
Onde denunciar e buscar ajuda?
É fundamental saber que você não está sozinho. Caso identifique uma situação de risco ou suspeita de abuso, denuncie. O canal Disque 100 (Disque Direitos Humanos) recebe denúncias de forma anônima. Organizações como a SaferNet Brasil também oferecem canais de denúncia e apoio especializado para crimes na internet. A segurança digital é uma construção diária e um esforço coletivo.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.