Telemedicina: o que mudou após a pandemia e como usar o serviço com segurança
As consultas online se popularizaram e vieram para ficar; saiba em quais casos são indicadas e quais cuidados tomar para garantir um bom atendimento
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A telemedicina, que se consolidou como uma alternativa durante a pandemia de covid-19, é hoje uma modalidade de atendimento permanente e regulamentada no país. Brasileiros adotaram as consultas online pela praticidade, mas o modelo ainda gera dúvidas sobre quando e como utilizá-lo com eficácia.
O serviço deixou de ser uma medida de exceção para se tornar uma prática médica oficial, regulamentada de forma definitiva pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) por meio da Resolução nº 2.314/2022, de maio de 2022. Essa norma estabeleceu regras para a emissão de receitas, atestados e pedidos de exames digitais, que agora possuem validade legal em todo o território nacional.
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Com isso, o atendimento remoto se tornou uma opção viável para consultas, acompanhamento de pacientes com doenças crônicas e para o monitoramento de tratamentos. O formato agiliza o acesso à saúde e reduz custos com deslocamento, otimizando o tempo de médicos e pacientes.
Quando o atendimento online é indicado?
As consultas por vídeo são eficientes para situações que não exigem um exame físico detalhado, como renovar receitas de uso contínuo, solicitar novos exames, tirar dúvidas sobre resultados e realizar o acompanhamento de condições já diagnosticadas, como hipertensão e diabetes.
O modelo também é bastante procurado para atendimentos em saúde mental, com psicólogos e psiquiatras, além de consultas iniciais para sintomas leves, como os de resfriados, alergias ou queixas dermatológicas simples. No entanto, casos de emergência, como dores intensas no peito, fraturas ou sintomas neurológicos graves, exigem atendimento presencial imediato.
Dicas para uma consulta segura
Para garantir a qualidade e a segurança do atendimento, algumas precauções são fundamentais. A escolha de uma plataforma confiável é o primeiro passo para proteger seus dados de saúde, que são informações sensíveis protegidas pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Antes de agendar, verifique se o médico possui registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) do seu estado. Durante a consulta, procure um ambiente tranquilo, silencioso e bem iluminado para facilitar a comunicação, busque utilizar uma conexão de internet estável e privada, evitando redes Wi-Fi públicas.
Tenha em mãos uma lista com seus sintomas, medicamentos em uso e dúvidas, pois ajuda a otimizar o tempo da consulta e garante que você não se esqueça de nenhuma informação importante. Ao seguir esses cuidados, a experiência com a telemedicina se torna tão eficaz quanto um encontro presencial para os casos indicados.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria