QUEIXA COMUM

Braço não emagreceu com canetas? Como tratar gordura localizada e flacidez

Mesmo após perdas significativas de peso, excesso de pele e gordura residual nos braços ainda são queixas frequentes

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O uso de canetas emagrecedoras, como as à base de tirzepatida e semaglutida, tem revolucionado o tratamento da obesidade e do sobrepeso, promovendo perdas de peso significativas em um curto espaço de tempo. No entanto, um efeito colateral comum começa a aparecer com mais frequência nos consultórios: a flacidez e a gordura localizada em regiões específicas, especialmente nos braços.


De acordo com o cirurgião plástico Fernando Amato, essa queixa é mais comum do que parece — e nem sempre está relacionada apenas ao excesso de pele. “Temos observado pacientes que emagrecem 15, 20 quilos com o uso dessas medicações, mas algumas áreas, como os braços, podem manter gordura localizada. Além disso, a pele pode não acompanhar essa redução de volume, levando à flacidez”, explica o especialista.

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Entre as principais causas da flacidez estão a perda rápida de peso: quanto mais acelerado o emagrecimento, menor o tempo para a pele se adaptar. Outros fatores que influenciam são a genética e a idade, já que com o passar dos anos a pele vai perdendo o colágeno.


“No caso dos braços, é comum uma combinação de gordura residual com flacidez. Ou seja, não é apenas pele sobrando — muitas vezes ainda existe gordura que pode ser tratada”, destaca Amato.

Tratamentos: A associação de técnicas cirúrgicas e tecnologias avançadas podem dar bons resultados na flacidez dos braços. “Recentemente, realizamos uma lipoaspiração em braços de uma paciente que perdeu cerca de 20 quilos com canetas emagrecedoras. Era a única região que não havia respondido ao emagrecimento. Associamos diferentes tecnologias para otimizar o resultado”, relata Amato.

Aliado à lipoaspiração, estão indicados o ultrassom cirúrgico, que ajuda a “derreter” a gordura antes da aspiração; vibrolipoaspiração, que facilita a remoção da gordura com mais precisão; Ignite com ponteira Quantum, uma radiofrequência bipolar que estimula a produção de colágeno nas camadas profundas do subcutâneo; e o Morpheus, uma radiofrequência microagulhada que promove microlesões controladas na pele, estimulando sua retração e firmeza.

“A combinação dessas tecnologias permite tratar não só a gordura, mas também a flacidez em diferentes camadas. Isso refina o resultado e aumenta a segurança do procedimento”, explica Amato.

Perfil

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Fernando Amato fez graduação, cirurgia geral, cirurgia  plástica e mestrado pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Ele é membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

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