EVITÁVEL

Cresce número de câncer de esôfago; cigarro e álcool são os grandes vilões

Com mais de 11 mil novos casos por ano no Brasil, tumor está diretamente ligado ao estilo de vida e pode ser evitado com mudanças de comportamento

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O consumo de cigarro e bebidas alcoólicas segue como um dos principais fatores associados ao desenvolvimento do câncer de esôfago, tumor que deve atingir cerca de 11.390 pessoas por ano no Brasil entre 2026 e 2028, de acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Mais frequente entre homens com mais de 50 anos, a doença integra o grupo de tumores do sistema digestivo, ocupa a sétima posição entre os tipos de câncer mais incidentes entre os homens brasileiros e registra aumento de 3,6%, o que reforça o alerta para a prevenção.

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Apesar da gravidade e da alta taxa de diagnóstico em estágios avançados, o câncer de esôfago é considerado, em grande parte, evitável. Isso porque está diretamente relacionado a fatores comportamentais, especialmente o tabagismo e o consumo excessivo de álcool. “O câncer de esôfago é um exemplo claro de como o estilo de vida influencia o risco de desenvolvimento de tumores. Quando falamos em prevenção, estamos falando principalmente de escolhas diárias, como não fumar, evitar o consumo de álcool e manter uma alimentação equilibrada”, explica o oncologista clínico David Pinheiro Cunha, sócio do Grupo SonHe.

A prevenção ao câncer de esôfago também prevê inclusão de frutas, verduras e alimentos ricos em fibras na rotina alimentar, bem como a prática regular de atividade física. Segundo o especialista, a adoção de hábitos saudáveis contribui para o controle de outros fatores associados à doença, como a obesidade e o refluxo gastroesofágico, especialmente relacionados a um dos subtipos do tumor. “É um conjunto de atitudes que, muitas vezes, também ajudam a reduzir o risco de outras doenças crônicas. É uma mudança de mentalidade que precisa ser incentivada em todas as idades”, reforça o médico.

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Outro desafio importante é o diagnóstico precoce. Como os sintomas iniciais costumam ser pouco perceptíveis, muitos pacientes só procuram atendimento quando a doença já está em estágio avançado, o que dificulta o tratamento. Por isso, a conscientização sobre fatores de risco e sinais de alerta é fundamental. Diante do cenário apresentado pelo INCA, especialistas reforçam que investir em informação e promover hábitos saudáveis são medidas essenciais para reduzir a incidência do câncer de esôfago no país, especialmente entre a população masculina, mais vulnerável à doença.


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