Após a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que resultou na queda da patente da semaglutida no Brasil em 20 de março, o mercado de saúde pode ganhar um novo impulso. Um levantamento da plataforma TIM Ads, realizado entre os dias 19 e 24 de março com 2.429 mil clientes da operadora em Minas Gerais, revela que o fim da exclusividade da substância, base de famosos medicamentos para tratamento da obesidade e emagrecimento, encontra um setor pronto para a democratização: 55% dos clientes participantes da pesquisa disseram que poderiam se interessar pela busca do tratamento caso ele estivesse disponível no SUS.

A pesquisa aponta que, embora o uso com custo das chamadas canetas ainda não seja realidade para a maioria (52% dos respondentes nunca utilizaram qualquer medicamento para emagrecimento), a intenção de adesão é expressiva: 37% consideram ou talvez considerem utilizar tratamentos injetáveis no futuro próximo, mesmo tendo que pagar pelo tratamento.

A pequena variação entre os percentuais mostra que a decisão é dividida entre muitos motivos, sem uma única barreira. O custo (13%) aparece com peso semelhante a fatores como medo de agulhas e falta de orientação médica (12% cada), reforçando que o preço é apenas uma entre várias preocupações equilibradas. O alto interesse na rede pública também reflete o acesso ainda restrito: apenas 21% fazem uso atualmente.

Diante deste cenário, a queda da patente atua como o principal catalisador para a inovação terapêutica. Com o interesse massivo revelado pelo levantamento, a possibilidade de redução de preços com a entrada de genéricos e similares pode converter o desejo de resultados eficazes em acesso real, evidenciando que o brasileiro está atento ao debate sobre saúde pública e novas tecnologias para o bem-estar.

Para Leonardo Siqueira, diretor de Data Monetization da TIM, "em um mundo impulsionado por dados, o TIM Ads transcende sua utilidade como ferramenta de comunicação e de pesquisa, transformando-se em uma plataforma que, além de coletar dados precisos, se posiciona como um catalisador essencial para a compreensão das dinâmicas sociais".

A busca por hábitos saudáveis

O levantamento traça, ainda, um perfil sobre a percepção de saúde do brasileiro. Apesar de 69% dos entrevistados avaliarem seus hábitos alimentares como muito ou moderadamente saudáveis, a insatisfação com o peso é recorrente: 35% declaram estar insatisfeitos e com desejo de emagrecer.

Além disso, a vontade de mudança é latente, com 68% demonstrando interesse em transformar sua relação positiva com a comida. Na esfera de tentativas, o público mostra resiliência, com mais da metade (62%) já ter realizado algum tipo de dieta ou tratamento para emagrecer em algum momento da vida.

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A pesquisa teve abrangência regional e contou com participação majoritariamente jovem, com 67% dos respondentes entre 18 e 35 anos, faixa etária que tem liderado as conversas sobre lifestyle e novos medicamentos nas redes sociais.

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