Câncer de mama: sinais de alerta que toda mulher precisa conhecer
O caso da jornalista Adriana Renan reforça a importância da prevenção; saiba identificar sinais e quando procurar um médico
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Conhecer o próprio corpo e identificar sinais incomuns é o primeiro passo para aumentar as chances de um tratamento bem-sucedido contra o câncer de mama. O diagnóstico precoce pode aumentar significativamente as chances de cura, reduzir a necessidade de tratamentos mais agressivos e contribuir para uma melhor qualidade de vida durante e após o tratamento.
O câncer de mama é o tipo que mais acomete mulheres no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). A detecção em estágios iniciais pode elevar significativamente as chances de cura, reforçando a necessidade de atenção constante aos sintomas que vão além do conhecido nódulo.
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Sinais de alerta para ficar atenta
Muitas mulheres associam o câncer de mama apenas ao surgimento de um caroço, mas existem outros indícios que merecem igual atenção. A observação regular das mamas ajuda a identificar qualquer alteração suspeita. Fique atenta a mudanças como:
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Nódulo ou caroço: geralmente indolor, é o sinal mais comum, podendo surgir na mama ou na axila.
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Inchaço em parte da mama: mesmo que nenhum nódulo seja sentido, o inchaço total ou parcial pode ser um sinal.
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Irritação ou ondulações na pele: a pele pode adquirir uma aparência semelhante à casca de laranja.
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Dor na mama ou no mamilo: dores persistentes que não estão relacionadas ao ciclo menstrual.
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Inversão do mamilo: quando o bico do seio se volta para dentro.
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Vermelhidão ou descamação: alterações na pele do mamilo ou da aréola.
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Secreção mamilar: saída de líquido pelo mamilo, especialmente se for transparente, marrom ou com sangue.
Se você identificar qualquer um desses sinais, procure um médico imediatamente para avaliação.
Como fazer o autoexame passo a passo
O autoexame deve ser feito mensalmente, de preferência uma semana após o início da menstruação. Para mulheres que não menstruam mais, a recomendação é escolher um dia fixo no mês. O procedimento é simples e pode ser dividido em três etapas rápidas.
Primeiro, em frente ao espelho, observe as mamas com os braços abaixados e, depois, com eles levantados. Verifique se há alterações no formato, tamanho ou contorno. Em seguida, ainda no espelho, pressione as mãos na cintura para contrair os músculos e observe se aparece alguma anormalidade.
A segunda etapa pode ser feita no chuveiro. Com a pele molhada e ensaboada, fica mais fácil deslizar os dedos. Use a mão direita para apalpar a mama esquerda e vice-versa. Faça movimentos circulares, de cima para baixo e do centro para a periferia, procurando por qualquer área mais densa ou nódulos.
Por fim, realize a palpação deitada. Coloque uma toalha ou um travesseiro sob o ombro do lado da mama que será examinada e repita os movimentos de apalpação feitos no chuveiro.
A importância dos exames médicos
É fundamental reforçar que o autoexame é uma ferramenta de autoconhecimento e não substitui a consulta médica regular e a mamografia. Esta última, recomendada periodicamente a partir dos 40 ou 50 anos, conforme orientação médica, continua sendo o principal exame para o rastreamento, capaz de detectar alterações antes mesmo de serem palpáveis.
Ao notar qualquer uma das alterações mencionadas, o ideal é procurar um ginecologista ou mastologista imediatamente. Apenas um profissional pode solicitar os exames necessários para confirmar um diagnóstico e indicar o tratamento adequado.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.