SOLIDARIEDADE PÓS MORTE

Doação de órgãos: o que acontece após a confirmação de morte encefálica

O gesto pode salvar várias vidas; entenda o passo a passo do processo de doação de órgãos, desde o diagnóstico de morte cerebral até o transplante

Publicidade
Carregando...

A confirmação de morte encefálica, como no recente caso da jornalista Alice Ribeiro, abre a possibilidade para um gesto que pode salvar múltiplas vidas: a doação de órgãos. O diagnóstico representa a perda completa e irreversível das funções do cérebro, o que, para a legislação brasileira, é o critério que define a morte de uma pessoa. A partir desse momento, uma corrida contra o tempo se inicia para viabilizar os transplantes.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

O processo só pode começar após a família do paciente autorizar a doação. No Brasil, a decisão final é sempre dos parentes, mesmo que a pessoa tenha manifestado em vida o desejo de ser doadora. Por isso, a principal recomendação é conversar abertamente sobre o assunto com os familiares para que a vontade seja conhecida e respeitada.

Leia Mais

O passo a passo da doação de órgãos

Uma vez que a família autoriza o procedimento, uma série de etapas é acionada de forma rápida e organizada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). A coordenação fica a cargo das Centrais Estaduais de Transplantes (também conhecidas como CNCDO - Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos), que atuam em nível estadual.

O fluxo geralmente segue a seguinte ordem:

  • Avaliação do doador: a equipe médica realiza uma bateria de exames para verificar a saúde e a compatibilidade dos órgãos, como coração, pulmões, fígado, rins, pâncreas e córneas. Isso garante a segurança do receptor.

  • Busca por receptores: com os resultados em mãos, a Central de Transplantes consulta a lista de espera única nacional/estadual, organizada por critérios como tipo sanguíneo, compatibilidade genética e gravidade do caso.

  • Logística e cirurgia: após encontrar os receptores compatíveis, uma complexa operação logística é montada. A cirurgia para a retirada dos órgãos é realizada com o mesmo cuidado de qualquer outro procedimento cirúrgico.

  • Transporte e transplante: cada órgão tem um tempo máximo de isquemia (período que pode ficar fora do corpo sem circulação sanguínea), que varia: coração e pulmões têm de 4 a 6 horas; fígado e pâncreas, de 12 a 24 horas; e rins, até 48 horas. O transporte, muitas vezes envolvendo a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), precisa ser ágil para que o órgão chegue ao hospital do receptor a tempo do transplante.

Um único doador pode salvar ou melhorar a qualidade de vida de até dez pessoas. Além dos órgãos sólidos, tecidos como pele, ossos e válvulas cardíacas também podem ser doados, ampliando ainda mais o alcance desse ato de solidariedade.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

Tópicos relacionados:

doacao saude

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay