Pílula e pressão arterial: o que toda mulher precisa saber sobre o risco
Entenda a relação entre os hormônios dos contraceptivos e a saúde cardiovascular; saiba os tipos mais seguros e os sinais de alerta
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O uso de pílulas anticoncepcionais é uma realidade para milhões de mulheres no Brasil e no mundo, mas a relação entre o contraceptivo hormonal e o aumento da pressão arterial ainda é um tema pouco discutido. A verdade é que existe, sim, uma conexão direta, e entender como ela funciona é fundamental para a saúde cardiovascular feminina.
A associação ocorre por causa dos hormônios sintéticos presentes na maioria das pílulas: o estrogênio e a progesterona. O estrogênio pode levar o corpo a reter mais sódio e água, o que aumenta o volume de sangue circulando e, consequentemente, a pressão dentro dos vasos sanguíneos. Além disso, os hormônios podem influenciar substâncias que contraem as artérias, elevando ainda mais a pressão.
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O risco, porém, não é o mesmo para todas. Mulheres que já possuem histórico de hipertensão, estão acima do peso, fumam, têm mais de 35 anos ou possuem casos de doenças cardíacas na família precisam de atenção redobrada ao escolher um método contraceptivo hormonal. Para elas, o monitoramento constante é ainda mais essencial.
Qual pílula oferece mais risco?
Os contraceptivos orais combinados, que contêm tanto estrogênio quanto progesterona, são os mais associados ao aumento da pressão arterial. As pílulas mais modernas, com doses hormonais mais baixas, apresentam um risco menor em comparação com as formulações antigas, mas o perigo ainda existe.
Uma alternativa mais segura para quem tem predisposição à hipertensão são as minipílulas, que contêm apenas progesterona. Elas têm um impacto significativamente menor na pressão arterial. Outros métodos não hormonais, como o DIU de cobre, também são opções a serem consideradas.
Sinais de alerta para monitorar
O aumento da pressão arterial costuma ser silencioso, mas alguns sintomas podem servir de alerta e indicam a necessidade de procurar um médico. É importante ficar atenta a sinais que antes não eram comuns, especialmente após iniciar o uso da pílula. Os principais são:
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Dores de cabeça fortes ou persistentes;
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Tontura ou sensação de vertigem;
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Visão embaçada ou alterada;
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Falta de ar ou cansaço excessivo.
A recomendação é medir a pressão arterial antes de começar a tomar qualquer contraceptivo hormonal e repetir a medição periodicamente, principalmente nos primeiros meses. Converse abertamente com um ginecologista sobre seu histórico de saúde, pois a escolha do método contraceptivo deve ser sempre individualizada. Lembre-se que apenas um profissional pode indicar a opção mais segura para você, e nenhuma alteração ou suspensão do uso deve ser feita sem acompanhamento médico.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.