A recente morte de um homem em Minas Gerais após ter o carro invadido por um enxame de abelhas acendeu um alerta sobre os perigos de um encontro inesperado com esses insetos. Embora situações extremas como essa sejam raras, saber como agir pode ser a diferença entre um susto e uma tragédia. A orientação de bombeiros e biólogos é clara: a melhor defesa é a prevenção e, em caso de ataque, a calma e a ação correta são fundamentais.

O primeiro instinto de muitas pessoas é o de espantar os insetos ou fazer movimentos bruscos. Essa é a pior decisão a ser tomada. As abelhas atacam para defender a colmeia e interpretam gestos rápidos e barulhos como uma ameaça direta, o que intensifica o ataque. Por isso, a regra número um é manter a distância e se afastar de forma lenta e silenciosa caso perceba uma colmeia por perto.

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O que não fazer durante um ataque

Se um ataque for inevitável, algumas ações devem ser evitadas a todo custo. Ignorar esses pontos pode agravar a situação e aumentar o número de picadas.

  • Não grite ou acene os braços: o dióxido de carbono liberado na respiração ofegante e os movimentos bruscos atraem ainda mais abelhas.

  • Não pule na água: ao contrário do que se vê em filmes, essa não é uma boa estratégia. As abelhas podem esperar por um longo tempo até que você precise subir para respirar.

  • Não tente esmagar os insetos: quando uma abelha é esmagada, ela libera um feromônio que sinaliza para as outras continuarem o ataque no mesmo local.

Como se proteger de um enxame

A principal recomendação é correr em linha reta para se afastar o mais rápido possível da colmeia. Essa é a maneira mais eficaz de diminuir a intensidade do ataque. Continue correndo, pois elas podem perseguir uma ameaça por várias centenas de metros. Durante a fuga, é essencial proteger as áreas mais vulneráveis do corpo.

Cubra o rosto e o pescoço com uma camisa, jaqueta ou com as próprias mãos. Essas regiões são as mais visadas pelos insetos e as picadas ali podem ser mais perigosas devido ao risco de inchaço e obstrução das vias aéreas. Procure abrigo em um local completamente fechado, como um carro com os vidros levantados, uma casa ou um prédio.

Fui picado, e agora?

Após escapar do ataque, o primeiro passo é remover os ferrões que ficaram na pele. Faça isso raspando o local com a unha, um cartão de crédito ou uma lâmina, sem espremer a bolsa de veneno. Espremer o ferrão pode injetar o resto do veneno no corpo.

Pessoas que não são alérgicas podem tratar poucas picadas em casa, com gelo e pomadas antialérgicas. No entanto, em caso de múltiplas picadas ou se a vítima apresentar sintomas como dificuldade para respirar, inchaço na garganta, tontura ou desmaio, o socorro médico deve ser procurado imediatamente. Para pessoas alérgicas, uma única picada pode ser fatal, exigindo atendimento de emergência.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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