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Além do biquíni: como a celulite impacta no guarda-roupa feminino

Mais do que estética, a celulite impacta a autoestima e guia escolhas diárias de moda; especialistas explicam como o vestuário é afetado

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A percepção sobre a celulite influencia o guarda-roupa feminino muito além da moda praia. Fatores como o tipo de tecido, o comprimento de uma saia ou a modelagem de um vestido são frequentemente impactados, guiando uma parte significativa das escolhas diárias.

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Essa relação se manifesta em detalhes da rotina. Tecidos mais estruturados, cortes específicos e comprimentos calculados tornam-se aliados de quem busca conforto. Muitas mulheres organizam o armário priorizando peças que oferecem segurança visual, evitando aquelas que podem evidenciar irregularidades da pele.

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O impacto na autoestima

Para a dermatologista Nívia Bordin Chacur, CEO das clínicas Leger, o desejo de tratar a celulite está ligado à vontade de se sentir mais confortável com o corpo e, consequentemente, com as roupas. “Uma parte significativa das mulheres menciona a autoestima como motivação principal. Elas dizem que querem se sentir mais livres para usar determinadas roupas”, explica.

Mulheres que passam por tratamentos para a condição frequentemente descrevem uma sensação de maior liberdade. Entre os exemplos citados estão o retorno ao uso de roupas de praia, vestidos mais curtos ou peças antes evitadas por realçar a textura da pele.

O médico Roberto Chacur, que estuda o tema, afirma que a celulite está ligada aos septos fibrosos. Essas estruturas conectam a pele aos tecidos profundos e, quando tensionadas, puxam a superfície para baixo, criando as depressões características.

Chacur detalha que os tratamentos modernos que atuam nessas estruturas apresentam uma evolução gradual. “A paciente percebe essa mudança em duas etapas. Primeiro ocorre o procedimento e, algumas semanas depois, geralmente por volta de 45 dias, ela retorna para avaliação. Nesse momento já é possível observar uma melhora”, afirma.

Segundo o médico, esse retorno costuma marcar uma mudança na relação com o corpo. “Muitas pacientes comentam que passam a se sentir mais confortáveis com a própria pele e mais seguras ao escolher o que vestir”, diz ele.

Nívia Bordin Chacur reforça o impacto emocional dessa transformação. “Quando a mulher percebe melhora na pele, muitas vezes ela relata que volta a se sentir mais confiante em situações simples do cotidiano, inclusive ao escolher roupas que antes evitava. A estética acaba se conectando diretamente com autoestima e bem-estar”.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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