É SEGURO?

Genérico ou de marca? Entenda a diferença e saiba quando economizar

Compra anunciada hoje aquece o debate; especialista explica o que são genéricos e se são tão eficazes quanto os de referência

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A compra da Medley pela farmacêutica EMS, concluída nesta sexta-feira (6) por aproximadamente R$ 3,2 bilhões, colocou em evidência uma dúvida comum nas farmácias: vale a pena trocar o medicamento de marca pelo genérico? A resposta passa por entender como esses produtos funcionam e por que a diferença de preço entre eles é tão grande.

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O medicamento de referência, conhecido como "de marca", é o resultado de anos de pesquisa e investimento de um laboratório. Quando uma nova fórmula é criada, a empresa detém a patente exclusiva por um período, o que lhe permite recuperar os custos de desenvolvimento e obter lucro.

Após o vencimento dessa patente, outros laboratórios recebem autorização para produzir o mesmo remédio, que passa a ser chamado de genérico.

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O que é um medicamento genérico?

Um medicamento genérico é, essencialmente, uma cópia segura e eficaz do medicamento de referência. Para ser aprovado, ele precisa comprovar que possui o mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma farmacêutica. Em outras palavras, ele age no corpo da mesma maneira que o original.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exige testes rigorosos de bioequivalência. Esses testes garantem que o genérico será absorvido pelo organismo e terá o mesmo efeito terapêutico que o medicamento de marca correspondente.

A principal razão para o preço mais baixo é que os fabricantes de genéricos não precisam investir em pesquisa e desenvolvimento da molécula. Eles apenas replicam uma fórmula já existente e comprovadamente segura, o que reduz drasticamente os custos de produção.

Genéricos são realmente eficazes?

Sim. A eficácia e a segurança são pré-requisitos para que um genérico receba o registro da Anvisa e chegue ao mercado. A exigência de bioequivalência assegura que o paciente terá o mesmo resultado clínico, seja utilizando o medicamento de referência ou o genérico.

As únicas diferenças permitidas estão nos excipientes, como corantes, aromatizantes ou o formato do comprimido, que não alteram a ação terapêutica do princípio ativo. A embalagem também muda, pois os genéricos são identificados por lei com uma tarja amarela com a letra "G" e o nome do princípio ativo.

Quando optar pelo genérico?

A troca do medicamento de referência pelo genérico pode ser feita na maioria dos casos e é uma prática segura e incentivada. Ao apresentar a receita na farmácia, o profissional pode oferecer a substituição, que precisa ser autorizada pelo consumidor.

A principal vantagem é o preço, que pode ser significativamente menor, facilitando o acesso ao tratamento. Essa economia é fundamental para garantir a adesão, especialmente em casos de uso contínuo, permitindo que o paciente siga a prescrição médica até o fim sem comprometer o orçamento.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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