Demi Lovato conta por que esquece letras das músicas em shows
Cantora revelou que, durante as apresentações, se distrai com cartazes na plateia
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A cantora Demi Lovato revelou recentemente que enfrenta um desafio em apresentações ao vivo: esquecer as letras das próprias músicas. O motivo, segundo ela, está ligado ao seu diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
Com um extenso repertório acumulado ao longo da carreira, a artista explicou que, mesmo com anos de prática, sua mente pode se desviar facilmente. O relato aconteceu em entrevista à revista People durante a preparação para a turnê "It's Not That Deep Tour", que inicia em abril de 2026.
“Eu tenho TDAH, então às vezes, no meio da música, minha mente simplesmente vai para outro lugar. Vejo um cartaz na plateia ou algo assim, perco o foco e esqueço a letra das minhas próprias músicas. Também tem que lembrar que eu tenho nove álbuns agora. São muitas letras que tive que memorizar ao longo da minha carreira, às vezes eu simplesmente esqueço”, disse a artista.
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Como o TDAH afeta a memória no palco?
A psiquiatra Dra. Thaíssa Pandolfi explica que esse esquecimento é muito usual entre pacientes com o transtorno. “O cérebro com TDAH funciona em um ritmo diferente. Ele capta estímulos do ambiente com muita rapidez e, em alguns momentos, a atenção pode se deslocar de forma quase automática. Não é falta de preparo ou desleixo. É um funcionamento neurológico que processa muitas informações ao mesmo tempo. Quem tem TDAH não apresenta falta de atenção. Na verdade, é um sistema que presta atenção em tudo o tempo todo e ao mesmo tempo, então focar ou se concentrar em uma única coisa pode ser desafiador”, aponta.
Durante um show, o ambiente é carregado de estímulos: luzes, sons, a energia da multidão e movimentos constantes. Para um cérebro neurotípico, é mais fácil filtrar o que é irrelevante e manter o foco na tarefa principal – cantar. “Quando algo chama a atenção de forma inesperada, o cérebro pode mudar de foco por alguns segundos. Esse pequeno deslocamento já é suficiente para interromper a sequência de memória que estava sendo acessada naquele momento”, afirma a especialista.
A médica explica que é possível desenvolver estratégias para lidar com essas situações, especialmente quando trabalham com performance ou comunicação pública. “Treinar repetição, usar pontos de apoio na música ou no roteiro e estruturar rotinas de ensaio são formas de ajudar o cérebro a recuperar rapidamente o fluxo da informação”, aconselha.
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***Este conteúdo foi gerado e revisado com o auxílio de inteligência artificial, sob supervisão editorial humana.