Eu amo minha mãe, mas dói sentir que nunca sou boa o suficiente para ela
Anos tentando ser boa o suficiente para a mãe levaram a uma decisão
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Amar a mãe e ao mesmo tempo sofrer com a relação que se tem com ela é uma das experiências mais difíceis e solitárias que uma pessoa pode viver. Camila, 33 anos, moradora de Belo Horizonte, conhece bem essa dor, e depois de anos tentando ser boa o suficiente para uma mãe crítica e controladora, ela tomou uma decisão que mudou a forma como enxerga a si mesma e ao vínculo que as une.
Como é crescer sem nunca se sentir boa o suficiente?
Desde a infância, Camila percebia que a relação com a mãe era diferente. Enquanto as amigas tinham pais acolhedores e tolerantes com os erros, a mãe dela sempre transformava qualquer deslize em prova de que ela havia feito a escolha errada. Uma vez, ao passar mal durante uma viagem escolar que a mãe não aprovava, ouviu: "Está vendo? Eu falei que não era para ir."
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Por que filhas se sentem tão afetadas por mães críticas?
A psicóloga Renata Souza, com consultório em São Paulo e especialização em vínculos familiares, explica que o impacto de uma mãe crítica costuma ser ainda mais profundo do que o de um pai com o mesmo comportamento. Para as filhas, esse vínculo carrega uma expectativa afetiva muito específica, e quando ele falha, a dor é descrita como uma perda maior, algo que simplesmente não deveria ser assim.
Entre os padrões mais comuns vividos por filhas que têm um relacionamento difícil com a mãe, Souza destaca:
Sinais comuns de uma relação materna emocionalmente difícil
Comportamentos que podem marcar a dinâmica entre mãe e filha ao longo da vida.