Água com gás hidrata tanto quanto a natural? Mitos e verdades da bebida
Muitas pessoas têm dúvidas se a versão gaseificada oferece os mesmos benefícios; entenda as diferenças e saiba qual a melhor opção para sua saúde.
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A água com gás muitas vezes surge como uma opção alternativa à natural. Ambas cumprem a função essencial de repor os líquidos do corpo, pois a única diferença relevante entre elas é a adição de dióxido de carbono sob pressão, responsável por criar as bolhas características da bebida.
O processo de absorção de água pelo organismo não é afetado pela gaseificação. O corpo utiliza a molécula de H?O para suas funções vitais, e o gás carbônico é simplesmente liberado pelo sistema digestivo, na forma de arroto, ou absorvido e expelido na respiração. A capacidade de hidratação permanece intacta.
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Para muitas pessoas, a leve acidez da água com gás torna seu consumo mais agradável, o que pode até mesmo incentivar uma maior ingestão de líquidos ao longo do dia. Isso a transforma em uma ótima alternativa para quem busca substituir refrigerantes e outras bebidas açucaradas.
Quais os principais mitos sobre a água com gás?
Um dos mitos mais persistentes é que a bebida prejudica os ossos. Essa confusão geralmente ocorre pela associação com refrigerantes, mas, ao contrário dessas bebidas, a água com gás não contém açúcares adicionados, ácido fosfórico ou cafeína.
Outra preocupação comum envolve o esmalte dos dentes. A água com gás é ligeiramente mais ácida que a natural devido à formação de ácido carbônico. No entanto, de acordo com um estudo de 2016 publicado no Journal of the American Dental Association, seu pH ainda é muito menos corrosivo do que o de sucos de frutas e refrigerantes.
O consumo moderado não representa um risco significativo para a saúde dental, especialmente quando o pH da bebida está acima de 4 e não há adição de aromas cítricos, que podem aumentar a acidez.
Para algumas pessoas, especialmente aquelas com estômago sensível ou síndrome do intestino irritável, o gás pode causar sensação de inchaço ou desconforto gástrico. Nesses casos, a escolha pela água natural pode ser mais adequada, mas isso varia de acordo com a tolerância individual.
O que observar no rótulo?
O ponto de atenção principal está nos ingredientes adicionados. O mercado oferece muitas águas gaseificadas com sabor, que podem conter açúcares, adoçantes artificiais e outros aditivos. Essas versões se afastam da opção saudável e se aproximam de um refrigerante.
Também é importante observar o teor de sódio, principalmente em águas minerais naturalmente gaseificadas. Algumas fontes podem ter níveis mais elevados, o que exige atenção de pessoas com hipertensão ou restrições ao consumo de sódio.
A recomendação é sempre verificar o rótulo e preferir as versões puras. A escolha entre água com gás e natural se resume, portanto, à preferência pessoal. Se a opção for pela versão sem aditivos, ambas são excelentes aliadas para manter o corpo hidratado e saudável.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria