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Estado de Minas SÉRIE A

Atlético para na retranca do Sport, empata em 0 a 0 e pode se afastar da liderança

Time alvinegro finalizou muito, mas sem qualidade, e não conseguiu superar a defesa da equipe de Pernambuco


25/10/2020 04:00



Paulo Galvão

O sinal amarelo está aceso no Atlético. O empate sem gols com o Sport, na noite de ontem, no Mineirão, aumentou para três a sequência sem vitórias do time alvinegro no Campeonato Brasileiro, que hoje torce para empate entre Internacional e Flamengo, em Porto Alegre, para depender apenas de si para retornar à liderança da competição, pela qual volta a jogar segunda-feira da semana que vem, contra o Palmeiras, em São Paulo.
Mais que o resultado, chamou atenção a repetição de erros cometidos pelo Galo. A equipe voltou a dominar uma partida, até pela postura quase que exclusivamente defensiva dos pernambucanos. Mas, novamente, desperdiçou finalizações, seja pela falta de pontaria, seja pela boa atuação do goleiro Luan Polli: foram 25 finalizações contra três do adversário, sendo duas em cobranças de falta.

“É uma tristeza grande pelo resultado, pois a equipe mais uma vez buscou o gol, mas não conseguiu marcar. O rival estava com nove jogadores na área e isso, mais uma vez, dificultou as coisas. A equipe entrou por fora, por dentro, não havia muito espaço. Aí, a busca se transforma em nervosismo e isso gera imprecisão. Houve chances bastante claras para ganhar a partida. Lamentavelmente, estamos atacando muito, mas não produzindo tanto”, declarou o técnico Jorge Sampaoli.
 
 
 
O time do Atlético não conseguiu superar o forte bloqueio do Sport, que jogou o tempo todo na retranca(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
O time do Atlético não conseguiu superar o forte bloqueio do Sport, que jogou o tempo todo na retranca (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
 
“Faltou caprichar na finalização. O time correu, se dedicou, buscou o gol até o último minuto. Os adversários estão vindo muito recuados, então acaba amarrando um pouco o jogo. Mas mesmo assim a gente tenta. Nós conseguimos interromper os contra-ataques, o que não ocorreu contra o Bahia. Agora é continuar trabalhando porque tem muito campeonato pela frente”, disse o armador Natham.

Ele tem razão, mas só em parte. Afinal, o Atlético, que vinha de empate em casa com o Fluminense e derrota fora para o Bahia, de virada, teve bem menos volúpia que em outras ocasiões. Mesmo dominando a partida, até porque o adversário visivelmente veio a Belo Horizonte para não sofrer gols.

Apesar de ter a bola, faltou aos mineiros contundência. Assim, só ameaçou de verdade aos 41min. E duas vezes seguidas. No primeiro, Luan Polli defendeu chute de Savarino e ainda contou com a trave. Depois, ele desviou finalização de Jair de dentro da área. Mas as melhores chances foram nos acréscimos, com Keno. Ele aproveitou erro de Márcio Araújo e bateu forte. Polli não segurou e o próprio camisa 11 pegou o rebote, mandando para fora, na cara do gol.

SEM MUDANÇAS 

No segundo tempo o panorama não se alterou. Aos 12min o goleiro voltou a impedir o gol alvinegro. Primeiro pegando finalização de dentro da área de Alan Franco. Depois, chute sem ângulo de Keno. No minuto seguinte, foi o travessão que parou cabeçada de Eduardo Sasha.

Em busca de mais ofensividade, Sampaoli tirou o volante Alan Franco e promoveu estreia do argentino Zaracho, enquanto Sasha deu lugar a Marrony. E logo na primeira oportunidade, aos 24min, o argentino fez Polli trabalhar.

A primeira finalização do Sport foi só aos 37min, em cobrança de falta frontal. Júnior Tavares mandou por cima. Dois minutos depois Savarino cruzou da direita, mas Keno, ao tentar de primeira, bateu mal, fechando uma noite de pouquíssima emoção para os atleticanos, que esperavam bem mais do time
 
 

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