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Scaloni já foi carrasco do Brasil


postado em 30/06/2019 04:08

O técnico Lionel Scaloni dirigiu o treino dos reservas argentinos ao lado do filho, no CT do Fluminense, no Rio(foto: Carl de Souza/AFP)
O técnico Lionel Scaloni dirigiu o treino dos reservas argentinos ao lado do filho, no CT do Fluminense, no Rio (foto: Carl de Souza/AFP)

Técnico interino-permanente da Argentina desde a eliminação contra a França nas oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia, Lionel Sebastián Scaloni, 41 anos, já foi carrasco da Seleção Brasileira. Faz tempo, mas a lembrança está muito bem arquivada no HD do ex-lateral-direito e de um dos auxiliares dele na Copa América, Pablo Aimar.

Os responsáveis por escalar a Argentina para a semifinal de terça-feira da Copa América, às 21h30, no Mineirão, tiveram papéis decisivos em uma eliminação canarinho. Ambos mandaram o Brasil de volta para casa no Mundial Sub-20 disputado na Malásia. Scaloni fez um gol. Aimar, meio gol no segundo após assistência para Perezlindo num triunfo por 2 a 0.

Scaloni é um dos heróis do título da Argentina na categoria em 1997. Fazia parte de um baita grupo comandado pelo técnico José Néstor Pékerman. O grupo contava, entre outros, com Samuel — outro auxiliar de Scaloni na comissão técnica da Copa América —, Cambiasso, Riquelme, Aimar e Placente. Lionel Scaloni vestia a camisa número 18.

Depois de uma campanha impecável até as oitavas de final, com vitórias por 3 a 0 sobre a França, 2 a 0 sobre a África do Sul, 10 a 3 na Coreia do Sul e 10 a 0 diante da Bélgica nas oitavas de final, o Brasil topou com a Argentina nas quartas de final, no Estádio Sarawak, em Kuching. Naquele dia, a Argentina mandou a geração do goleiro Hélton, do lateral-esquerdo Athirson, dos armadores Pedrinho e Alex, e do centroavante Fernandão de volta para casa.

Depois de um primeiro tempo equilibrado, a Argentina abriu o placar aos 30min. Riquelme deu um lançamento de Gérson “Canhotinha de Ouro” para Lionel Scaloni. O lateral-direito desmoralizou o atacante Adaílton, artilheiro isolado da competição com 10 gols, deixou o volante Sidney no chão na hora do chute e marcou um golaço.

Aos 45min, praticamente no último lance da partida, a Argentina puxou um contra-ataque de cinema. O volante Cambiasso roubou a bola no campo de defesa, acionou o camisa 10 Aimar, e o armador fez meio gol ao rolar a bola para Martin Perezlindo consolidar a eliminação do Brasil.

Na sequência, a Argentina eliminou a Irlanda, nas semifinais, e desbancou o Uruguai por 2 a 1 na decisão do título. Vinte e dois anos depois, os carrascos Scaloni e Aimar estão juntos na comissão técnica que enfrentará o Brasil de Tite pelas quartas de final da Copa América.

O duelo de terça-feira não será novidade para a dupla. Scaloni e Aimar comandaram a Argentina no último duelo contra o Brasil, em outubro do ano passado, em Jeddah na Arábia Saudita. A Seleção sofreu para vencer por 1 a 0 em um lance de bola parada. Neymar cobrou escanteio e Miranda marcou aos 48min do segundo tempo.

Argentina chega hoje a BH

Pouco menos de 24 horas depois de derrotar a Venezuela por 2 a 0, na sexta-feira, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, e ir à semifinal da Copa América, a Argentina voltou aos trabalhos ontem. Os argentinos treinaram mais uma vez no CT Pedro Antônio, que pertence ao Fluminense, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A atividade foi de exercícios regenerativos na academia para aqueles que estiveram em campo contra os venezuelanos, incluindo o craque Lionel Messi.

Já os que não participaram do triunfo no Maracanã realizaram um treinamento com bola em campo reduzido. No final, treinaram finalizações a gol, sob orientação do técnico Lionel Scaloni, acompanhado de seu filho. Por conta da vitória que colocou o time argentino no caminho do Brasil na próxima fase da Copa América, o ambiente era descontraído e muito mais leve em relação aos últimos dias.

Hoje, no começo da tarde, a delegação viaja para Belo Horizonte, onde treinará amanhã, na Toca da Raposa II, antes de enfrentar o Brasil.


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