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Estado de Minas

Mais um show dos gringos

Cazares e Chará comandam a vitória de virada do Atlético sobre o Santos, no Pacaembu. Adversário nas quartas de final da Copa do Brasil será conhecido em sorteio na segunda


postado em 07/06/2019 04:08

Yimmi Chará fez os dois gols atleticanos na capital paulista, justificando o alto investimento na contratação dele(foto: MARCELLO ZAMBRANA/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO)
Yimmi Chará fez os dois gols atleticanos na capital paulista, justificando o alto investimento na contratação dele (foto: MARCELLO ZAMBRANA/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO)


Contratação mais cara da história do Atlético, o colombiano Yimmi Chará demorou quase um ano para justificar todo o investimento de R$ 24 milhões do clube em sua contratação. Sem nunca antes ter sido decisivo para o alvinegro, o jogador de 28 anos quebrou a escrita negativa ao ser o grande nome do Galo na classificação para as quartas de final da Copa do Brasil, marcando os dois gols da vitória de virada sobre o Santos por 2 a 1, no Pacaembu, ambos em assistências de Cazares. A grande atuação na noite de ontem, em São Paulo, comprova a evolução da equipe sob o comando do interino Rodrigo Santana, que obteve a terceira vitória consecutiva em três competições distintas.

O Atlético se junta a Cruzeiro, Flamengo, Internacional, Palmeiras, Grêmio, Athletico e Bahia na próxima fase. Os confrontos serão definidos por sorteio, na segunda-feira, às 15h, na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Com a classificação, o Galo embolsa premiação de R$ 3 milhões e volta às quartas de final da Copa do Brasil depois de três anos – a última havia sido em 2016, quando perdeu o título para o Grêmio. Também encerrou o jejum de jamais ter eliminado o Peixe num mata-mata: foram três eliminações, na Taça Brasil de 1964, no Campeonato Brasileiro de 1983 e na própria Copa do Brasil de 2010.

A vaga foi muito comemorada pelos atleticanos, até por ser diante do Peixe, um dos times mais elogiados, nesta temporada, pela qualidade e pelo estilo de jogo ofensivo. O zagueiro Réver, que mais uma vez atuou com máscara para proteger o nariz fraturado, destacou a postura como visitante: “Este é o espírito que temos de mostrar. Sofremos um gol muito cedo. Para quem joga em casa, é maravilhoso. Para quem joga fora, fica complicado. Mas crescemos, adiantamos a marcação e melhoramos a força física. Vencemos o CSA, agora o Santos... Vamos ver como será na próxima partida”. Antes dos alagoanos, o Galo derrotou o Unión La Calera, pela Copa Sul-Americana.

O volante Elias também destacou o jogo ofensivo do Atlético na capital paulista: “Para ganhar do Santos é preciso personalidade. Criamos inúmeras chances, levamos sufoco, mas houve merecimento. Fomos melhores que o adversário”.

Por mais que a equipe tenha feito um bom jogo coletivo, os gringos foram um show à parte. O equatoriano Cazares mostrou inteligência nos passes e nas assistências, ditando o ritmo do time. Já o colombiano Chará foi oportunista, acertando o alvo e ofuscando o brilho dos santistas, que abriram o placar logo no início, com gol de cabeça de Gustavo Henrique. Para que os estrangeiros brilhassem, foi necessário também que o Galo mantivesse a segurança na marcação.

Rodrigo Santana afirmou que a presença de Ricardo Oliveira – que deixou o campo vaiado – foi fundamental para que Chará fizesse o primeiro gol, que deu tranquilidade ao alvinegro mineiro: “O Ricardo é muito experiente e segura os zagueiros. Foi por aí que conseguimos encontrar brechas para infiltrar. O Chará foi inteligente na jogada, entrando pela esquerda”.

O treinador destacou ainda o comprometimento de toda a equipe: “A equipe correspondeu. Sabíamos que poderíamos sair daqui classificados. O grupo está com os pés no chão. É comemorar hoje (ontem) porque domingo teremos novamente o Santos”.
  
 
ESPAÇOS DO ADVERSÁRIO A estratégia do Atlético fora de casa era clara: se beneficiar dos espaços deixados pelo ataque paulista. E em vários momentos do jogo os mineiros foram melhores, mostrando bom volume de jogo. Além de marcar duas vezes,o time construiu chances que poderiam ter sido mais bem aproveitadas.

De volta ao time titular, Ricardo Oliveira mais uma vez foi figura nula. O camisa 9 desperdiçou grande chance na segunda etapa, ao chutar nas mãos do goleiro Ederson, depois de passe excelente de Cazares. Chará perdeu uma chance em seguida, errando a rebatida do chute de Luan.

O Galo segue envolvido em três competições. Terá duas partidas pelo Brasileiro antes da parada para a Copa América: enfrentará novamente o Santos, na Vila Belmiro, e depois pega o São Paulo, no meio de semana, no Independência. O objetivo é se manter pelo menos na vice-liderança. Já os confrontos com o Botafogo, pelas quartas de final da Sul-Americana, serão apenas em 24 e 31 de julho.


O COLOMBIANO EM AÇÃO
2018

22
jogos

1
gol

7
assistências

1.852
minutos jogados

2019

27
jogos

6
gols

1
assistência

1.898
minutos jogados


FICHA TÉCNICA
Santos 1 x 2 Atlético
Santos: Everson; Lucas Veríssimo, Felipe Aguilar (Jean Motta, intervalo) e Gustavo Henrique; Victor Ferraz, Diego Pituca, Jean Lucas, Carlos Sánchez (Soteldo 15 do 2º) e Jorge; Uribe (Eduardo Sasha 31 do 2º) e Marinho
Técnico: Jorge Sampaoli
Atlético: Victor; Patric, Réver, Igor Rabello e Fábio Santos; Zé Welison (Adilson 17 do 2º), Elias, Luan (Geuvânio 30 do 2º), Cazares e Chará; Ricardo Oliveira (Alerrandro 21 do 2º)
Técnico: Rodrigo Santana
Jogo de volta das oitavas da Copa do Brasil
Estádio: Pacaembu
Gols: Gustavo Henrique 5 e Chará 38 do 1º. Chará 39 do 2º
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ)
Assistentes: Luís Cláudio Regazone e Michael Correia (RJ)
VAR: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)
Cartão amarelo: Zé Welison, Adilson, Lucas Veríssimo, Jean Lucas e Fábio Santos
Pagantes: 16.857
Renda: R$ 828.709











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