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Estado de Minas

Defensor, um time que só joga com advogados

%u201CNão sabia tratar-se do Fluminense do Uruguai, embora tivesse conseguido a classificação ao eliminar nos tribunais o Barcelona do Equador%u201D


postado em 23/02/2019 05:04

Depois de Flamengo e Cruzeiro, nesta ordem, ganhar do Corinthians é um grande prazer. O problema com o Flamengo decorre da rivalidade nascida na década de 1980, quando de fato os cariocas montaram um esquadrão, liderado por Zico, Wright e Aragão. O Cruzeiro, embora de simples freguês tenha alcançado a distinção do personnalité, é questão metropolitana, a ver quem manda no terreiro. O Corinthians, bem, este se insere na luta revolucionária contra o poder econômico, a Globo, a Odebrecht, a CBF, o paulistano quatrocentão.

Abaixo desses, mesmo que não seja menos prazeroso vencê-lo, vem o Fluminense. Por razões de 2012, mas, principalmente, pelas sucessivas viradas de mesa que salvaram o clube da Segunda Divisão. Numa delas, em 2000, o jeito foi acabar com o campeonato e inventar outro, alçando o time diretamente da série C para a série A. Não poderia haver nome mais adequado para o novo torneio: Copa João Havelange, uma homenagem ao ex-presidente da Fifa, famoso torcedor do Fluminense e corrupto reconhecido mundialmente.

Isso me veio à lembrança depois do jogo contra o Defensor, pela Libertadores, na quarta-feira. Não sabia tratar-se do Fluminense do Uruguai, embora tivesse conseguido a classificação ao eliminar nos tribunais o Barcelona do Equador. Tática que pretende repetir contra o Galo, que, assim como outros 20, teria cometido algum erro na inscrição de seus jogadores. Não terão sucesso, porque o caso é completamente distinto do outro e deve render apenas uma multa. A não ser que recorram aos advogados do Fluminense original.

Em todo caso, o atleticano está agora como Roberto Jefferson diante de José Dirceu: “Vossa Excelência provoca em mim os instintos mais primitivos”. Isso mesmo. Com todo respeito a Obdulio Varela, Mazurkiewicz, Cincunegui, Eduardo Galeano, Pepe Mujica, maconha na farmácia e aborto liberado, na quarta que vem atropelaremos seus compatriotas com o nosso rolo compressor, um 9 a 2 eterno estaria em boa monta.

Aliás, não tem nada de Fluminense do Uruguai. O melhor nome para um time que só joga com advogados é mesmo Defensor, não tem outro. O professor deve pegar a prancheta, chamar a turma e explicar: “Você vai abrir pela ponta, fazendo o agravo regimental. Você fica no meio, esperando a apelação. E você faz a busca e apreensão aqui atrás”. É raro, mas o vice-presidente do Atlético tem razão: “Um papelão! O Defensor precisa jogar bola, porque até agora não ganhou nenhuma, perdeu todas”.

Os defensores do Defensor pensaram ter se livrado dos equatorianos, mas isso remete àquele blues do Barão apropriadamente chamado Bumerangue Blues, “tudo que você faz um dia volta pra você”. Livraram-se dos equatorianos do Barcelona, e, no jogo seguinte, aparece Cazares na sua melhor versão, a de Pelezares, um equatoriano que vale por 11. Como farão para pará-lo? Interdição de direito? Liminar? Medida de segurança?

Pelezares é imparável, o melhor jogador em atividade no Brasil hoje. Dizem que isso se deve ao nascimento do filho, mas não há notícia de que a esposa tenha parido o Guardiola. Vamos ser justos: Cazares joga demais desde que chegou o Levir, que de burro não tem nada. E vamos parar também de encher o saco do Patric, coitado, bullying é crime e se eu fosse ele aproveitava a equipe do Defensor e metia processo em todo mundo.
No mais, bom carnaval, sem esquecer a saúde: aproveite a safra recorde e tome muita laranjada, é rica em vitamina C, talquei?


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