A medida provisória que repassa 5% das receitas do Sesc e Senac para o setor de turismo, leia-se, Embratur, preocupa as instituições. É que, se a moda pega, não vai sobrar um vintém para contar a história.cv
(foto: EVARISTO SA / AFP)
Essa MP vai cair
O governo pode dizer deus à medida provisória que estabelece o voto de qualidade do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais). Era o que mais se comentava no lançamento da Frente Parlamentar Mista da Indústria, que contou com a presença do vice-presidente, Geraldo Alckmin (foto).
Empate técnico
Os cálculos de especialistas da Petrobras indicam que Lula ganhou, pelo menos um ano, ao decidir por estudos antes de bater o martelo pela exploração de petróleo na costa do Amapá. Vitória parcial de Marina Silva. Mas, na medida provisória de reestruturação do governo, ela será derrotada.
Os limites estão postos
A votação das novas regras fiscais e a confusão que se tornou a votação das medidas provisórias deixam claro os limites que o presidente da Câmara, Arthur Lira, e os partidos de centro prometem colocar no governo. O que for para manter a economia do país nos eixos ou melhorar a rota, será feito. Nessa seara, Lula terá poucos problemas no Parlamento. Porém, o que for prejudicial à economia, ou pauta ideológica, Lira estará para Lula como Rodrigo Maia estava para Jair Bolsonaro, em 2019 e 2020. Maia controlava a pauta e ajudava na área econômica e tinha um bom relacionamento com o ministro Paulo Guedes e seu time. Lira faz o mesmo em relação ao governo Lula e não se furta em ajudar o ministro Fernando Haddad.
Em tempo: em conversas reservadas, muitos dizem que, se Lula quiser viver bem com os congressistas, fará um pente-fino na sua agenda e olhar para o futuro. Se a pauta do governo coincidir com a do Congresso mais conservador, Lula terá um sucesso para chamar de seu, como foi a negociação do arcabouço fiscal. Caso contrário, as derrotas virão tal e qual já ocorreu com a proposta do saneamento.
Empresários e política
Um encontro na residência oficial do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), selou a paz entre ele e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Na pauta da reunião da última terça-feira, estavam discussões sobre os rumos econômicos do país, como o arcabouço fiscal, a reforma tributária, a taxa de juros atual e as manutenções da Lei do Saneamento e da privatização da Eletrobras. Além dos líderes do Legislativo, o almoço contou com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e de empresários como Lucas Kallas, da Cedro. Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central e alvo de críticas pelo governo, também esteve no local.
Disseram sim ao arcabouço
Três deputados mineiros do PL, sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, votaram a favor do texto-base do novo arcabouço fiscal, projeto do governo Lula. Ao todo, 30 deputados do PL – de 99 parlamentares – votaram a favor das regras fiscais. Os parlamentares do PL mineiros que votaram a favor são: Domingos Sávio (foto); Rosângela Reis e Samuel Viana.
Punição no MP
O procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Júnior, homologou Termo de Ajustamento Disciplinar, que acarretará em punições a um oficial do Ministério Público de Minas suspeito de participar dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, em Brasília. O funcionário deve retirar todas as publicações ofensivas aos Poderes da República e à democracia de suas redes sociais em até cinco dias, e retratar-se no mesmo prazo. A retratação deverá permanecer em suas redes sociais por pelo menos 30 dias. Além disso, ele deve pagar multa no valor de dois salários mínimos.
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