Jornal Estado de Minas

ATOS GOLPISTAS

Nikolas critica Pacheco por adiar instalação da CPMI do 8 de janeiro

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), por adiar a sessão conjunta desta terça-feira (18/4) que, entre outras demandas, poderia instalar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar os atos antidemocráticos do 8 de janeiro. Parlamentares da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendem a tese de que houve omissão da gestão do petista durante a invasão às sedes dos Três Poderes.





A sessão no Congresso Nacional ainda iria analisar 26 vetos presidenciais e três Projetos de Lei (PLN), incluindo o que garantiria o pagamento do piso nacional da enfermagem. No entanto, a decisão de Pacheco atende ao pedido de parlamentares governistas, que pedem mais tempo para aprimorar o mecanismo que viabilize o pagamento da categoria. Uma nova data foi marcada para o dia 26 de abril.

Rodrigo Pacheco disse ter sido necessária a iniciativa com o intuito de se estabelecer um consenso entre os parlamentares. “Nós teremos a oportunidade de apreciarmos os vetos, apreciarmos todos os PLNs, inclusive o da enfermagem, que é um desejo muito antigo do Senado e da Câmara dos Deputados, e a leitura do requerimento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI), que é também uma reivindicação da oposição. A minha busca foi de fazer a conciliação de oposição com situação, minoria com maioria”, ressaltou.

Já a oposição afirma que essa obstrução é uma estratégia dos aliados do governo para tentar negociar a retirada de assinaturas da CPMI. Nikolas afirma que Pacheco cedeu à pressão da esquerda. “Que vergonha… não sei se algo na vida vale mais do que sua honra”, disse o deputado mineiro.




 


Em outra publicação, Nikolas afirmou que a CPMI possui assinaturas e que a abertura da sessão é constitucional e regimental. “Por que a esquerda não quer? O medo precede a culpa”, ressaltou Nikolas.
 


Segundo o "UOL", na realidade, uma investigação não preocupa os governistas, que minimizam o desgaste para Lula se a CPMI chegar a ser instalada. Por outro lado, ainda não existe uma estratégia clara para evitar que a comissão seja instalada. O medo é que a CPMI trave propostas prioritárias do Governo e que dê “palanque” para a oposição.

Outros bolsonaristas também criticam

Segundo a oposição, a CPMI possui assinaturas suficientes para ser instalada e com a sessão no Congresso a leitura seria "automática". O requerimento possui assinatura de 192 deputados (mínimo de 171) e de 35 senadores (mínimo de 27). Outros deputados criticam o presidente do Senado.





Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirma que a oposição possui todos os requisitos para a abertura da CPMI, segundo manda a lei, mas Pacheco “decidiu ouvir o governo Lula e adiou pela segunda vez a sessão que abriria a CPMI”.


Marco Feliciano (PL-SP) disse que já era previsto um “passa moleque” do senador Rodrigo Pacheco que, segundo ele, “simplesmente, iniciou a sessão do congresso nacional e terminou instantaneamente! Não leu a CPMI, seguiu a ordem do seu chefe!”.


O deputado Girão Monteiro (PL-RN) disse que Pacheco desrespeita a Constituição e que o PT “manobra seus pares e os que possuem um preço”. “É um escárnio contra o povo. Tudo isso para esconder o quê? A gente quer e vai saber”, afirma.