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Estado de Minas CORTE NA CIÊNCIA

Pontes sobe o tom e diz que corte na Ciência é 'falta de consideração'

Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações reagiu aos cortes sugeridos pelo Ministério da Economia


10/10/2021 17:27 - atualizado 10/10/2021 17:47

Marcos Pontes exige que o valor para o ministério em 2022 seja revisto
Marcos Pontes exige que o valor para o ministério em 2022 seja revisto (foto: Isac Nóbrega/Presidência da República)
Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes criticou neste domingo (10/10) o corte que sua pasta sofrerá no ano que vem, sugerido pelo Ministério da Economia. O chefe da Ciência disse, em publicação nas redes sociais, que a redução no orçamento para 2022 é, entre outras coisas, "falta de consideração".

"Falta de consideração. Os cortes de recursos sobre o pequeno orçamento de Ciência do Brasil são equivocados e ilógicos. Ainda mais quando são feitos sem ouvir a Comunidade. Científica e Setor Produtivo. Isso precisa ser corrigido urgentemente", publicou Pontes, no Twitter.



O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação vai ter 87% a menos de sua verba. A decisão foi anunciada na última sexta-feira (8), e o orçamento da pasta para 2022 passa a ser de R$ 89 milhões - era de R$ 690 milhões.

O Ministério da Economia disse que, mesmo com o corte, vai aumentar recursos para pesquisas no ano que vem. A ação, contudo, não impediu críticas por parte da comunidade científica.

"A modificação do PLN 16, feita na última hora, no dia de hoje, pela Comissão Mista do Orçamento do Congresso Nacional, atendendo a ofício enviado ontem pelo Ministro da Economia, subtrai os recursos destinados a bolsas e apoio à pesquisa do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações e impossibilita projetos já agendados pelo CNPq", inicia trecho de comunicado conjunto emitido por entidades científicas.

"É um golpe duro na ciência e na inovação, que prejudica o desenvolvimento nacional. E que caminha na direção contrária da Lei 177/2021, aprovada por ampla maioria pelo Congresso Nacional", complementa o posicionamento, endereçado ao senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado Federal.


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