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Estado de Minas CAMINHONEIROS

Protesto de caminhoneiros não é pelo preço dos combustíveis, diz Chicão

Apesar de serem afetados pelo preço do combustível, o representante dos manifestantes, Chicão Caminhoneiro, afirmou que a pauta é contra o STF


09/09/2021 16:28 - atualizado 09/09/2021 17:17

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(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Após a reunião entre representantes dos caminhoneiros e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na manhã desta quinta-feira (9/9), os manifestantes afirmaram que não vão cessar a paralisação até que sejam atendidos pelo senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado. Eles também reforçaram que a pauta não é pelo preço do combustível e sim contra o STF. 
 
Diferentemente da greve dos caminhoneiros de 2018, a paralisação, que começou em 7 de setembro, não é para reivindicar o alto preço dos combustíveis no Brasil, que afetam diretamente a categoria.  
 
Em conversa com jornalistas na saída do Planalto, o representante Francisco Dalmora Burgardt, conhecido como 'Chicão Caminhoneiro', disse que um documento foi entregue à Pacheco e enquanto os caminhoneiros não forem recebidos pelo senador, não há previsão de término da paralisação.
 
 
 
"A gente está aqui manifestando, representando um segmento da sociedade brasileira. Estabelecemos uma pauta de entrega de um documento ao senador Rodrigo Pacheco, do Senado, e até o momento a gente não obteve êxito nisso", disse.
 
"Permanecemos no aguardo de ser recebida pelo mesmo. E talvez existam algumas questões em relação a quanto tempo vai durar. Eu já antecipo que estamos aguardando sermos recebidos pelo senador Rodrigo Pacheco. Até que isso seja realizado, estamos mobilizados em todo o Brasil", afirmou.
 
Questionado sobre o conteúdo do documento entregue à Pacheco, o representante disse que "é uma coisa que está sendo elaborada direto à ele" e que não poderia adiantar quais são as reivindicações.
 
Segundo O Globo, um pedido de habeas corpus foi protocolado na madrugada desta quinta no Superior Tribunal de Justiça (STJ), na tentativa de evitar que apoiadores de Bolsonaro não sejam retirados da Esplanada dos Ministérios.
 
Nesse pedido, os manifestantes indicam que o documento a ser encaminhado ao senador pede o desarquivamento de todos os pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, além da instauração de um processo de cassação do mandado do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).
 
"Não temos nada em relação a preço de combustível nesse momento. Estamos mobilizados pelos direitos de liberdade, de expressão, de manifestação. O povo está sendo impedido de se posicionar em muitas questões e precisamos que isso mude, que a constituição respeitada de forma integral" afirmou Chicão. 
 
Segundo o Ministério da Infraestrutura, às 14h30 desta quinta foram registrados  pontos de concentração em rodovias federais de 13 estados , mas sem registros de interdições.
 
O movimento teve início no Dia da Independência e foi diminuindo na noite dessa quarta-feira (8/9), após um áudio gravado por Bolsonaro circular entre os caminhoneiros, pedindo que as estradas sejam liberadas. Ele alertou que "isso provoca desabastecimento, inflação e prejudica todo mundo, em especial, os mais pobres".
 
"Fala para os caminhoneiros aí, nossos aliados, que esses bloqueios atrapalham a nossa economia. Então, dá um toque no caras aí, se for possível, para liberar, tá ok? Para a gente seguir a normalidade", afirma o Chefe do Executivo na gravação.
 
Alguns manifestantes, porém, duvidaram que a mensagem tenha sido transmitida pelo próprio Bolsonaro. Na noite de quarta, o ministro da infraestrutura,  Tarcísio Gomes de Freitas, gravou um vídeo para confirmar a autenticidade do pedido  de desbloqueio das estradas.
 
* Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie. 


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