Jornal Estado de Minas

'LIBERDADE TOTAL'

Mesmo após nove mortes por cloroquina, Bolsonaro volta defender remédio

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender, nesta segunda-feira (05/04), a “liberdade total” dos médicos para receitar remédios contra a COVID-19 como a hidroxicloroquina, cloroquina e ivermectina.





Sem citar o nome dos remédios, o presidente fez referência aos medicamentos. Durante discurso, Bolsonaro afirmou que o "vírus é grave, mas seus efeitos têm que ser combatidos”. 

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Ao falar sobre o assunto, Bolsonaro elogiou o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), pelo trabalho durante a pandemia.
 
“Naquele município, com toda certeza em mais, também, e alguns estados também, o médico tem a liberdade total para trabalhar com o paciente. Total. E esse é o dever do médico. É uma obrigação e um direito dele. Não tem o remédio específico, ele trata da melhor maneira possível”, pontuou.




 
Bolsonaro visitou hoje a cidade de São Sebastião, no Distrito Federal. Ele participou da cerimônia de entrega de 435 moradias a famílias de baixa renda.

Desde o início da pandemia, o presidente vem adotando posicionamentos negacionistas. Entre eles, negar a gravidade do vírus, não comprar vacinas, não utilizar máscara e incentivar o uso de remédios sem eficácia comprovada.  

Segundo o jornal O Globo, a Anvisa já registrou nove mortes por cloroquina ou hidroxicloroquina desde o começo da pandemia.

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