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Estado de Minas CARREIRA

Inevitáveis mudanças

Estudo mostra que a tecnologia terá impacto expressivo nos serviços públicos, como os de contabilidade e limpeza


postado em 30/12/2019 04:00

Brasília – Com o avanço da tecnologia, não só as carreiras da iniciativa privada terão de se reinventar, quando não tiverem morte decretada, como também haverá impacto no serviço público. Estudo inédito da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), obtido pela reportagem, mostra que a maioria das carreiras públicas terá ao menos um efeito da automação. Considerando-se todas as 80 qualificações analisadas, o impacto mediano da automação é 0,14, sendo 1 o valor na qual a carreira será totalmente transformada.
 
A pesquisa utilizou dados do Sistema Integrado de Administração de Pessoal (Siape) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2017. Para otimizar os resultados, focou em 80 carreiras com o maior número de servidores. As ocupações escolhidas correspondem a 456 mil servidores, ou seja 84% do total.
 
Ao olhar para um recorte em que a modernização será alta e os servidores terão mais de 65 anos em 2032, o impacto em algumas ocupações pode chegar a 0,66. É o caso dos serventes de limpeza. Nesse recorte também estão incluídos os agentes administrativos, auxiliar de serviços gerais e agente de operações de saúde.
 
O progresso tecnológico pode até levar à extinção de algumas profissões. A carreira de técnico de contabilidade foi a que teve maior impacto da automação (0,71), de acordo com o estudo. A profissão de datilógrafo também terá um alto impacto com as novas tecnologias. A taxa de 0,53 pode afetar até mesmo a existência da carreira. O impacto de automação na carreira de um enfermeiro, por exemplo, é 0,2. Já na carreira de professor de ensino superior é menor: 0,03.


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