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Estado de Minas POLÍTICA

Jornais da França criticam cancelamento de encontro de Bolsonaro com chanceler

Para o jornal Le Monde, o cancelamento do encontro com o ministro francês foi uma 'humilhação'


postado em 31/07/2019 20:49 / atualizado em 31/07/2019 21:38

Para o Le Parisien, 'decididamente, não falta topete ao presidente Jair Bolsonaro'(foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
Para o Le Parisien, 'decididamente, não falta topete ao presidente Jair Bolsonaro' (foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
Jornais franceses criticaram o cancelamento da reunião do presidente Jair Bolsonaro com o chanceler do país, Jean-Yves Le Drian, na última segunda-feira (29). As publicações qualificaram como "humilhante" e "esnobe" o fato de o presidente ter cancelado por "questões de agenda" e ter aparecido na sequência em uma transmissão ao vivo pelas redes sociais, feita enquanto cortava cabelo.

Para o jornal Le Monde, o cancelamento do encontro com o ministro francês foi uma "humilhação". "Na diplomacia, Jair Bolsonaro prefere a provocação", diz o jornal. Segundo a reportagem, a transmissão pelo Facebook onde aparecia cortando o cabelo "mergulhou o Quai dOrsay (onde fica o Ministério das Relações Exteriores francês) em espanto". O jornal também cita os dados do Inpe sobre desmatamento e diz que Bolsonaro é "complacente com os autores de crimes ambientais". Para o jornal, "Bolsonaro se esqueceu da promessa, que havia feito para o presidente francês, Emmanuel Macron, durante as reuniões do G20 em Osaka no Japão, de respeitar o Acordo de Paris".

Para o Le Parisien, "decididamente, não falta topete ao presidente Jair Bolsonaro" e que "Bolsonaro olha mais amorosamente para Washington que para Paris, uma vez que este impôs ao Brasil condição de que haja avanços ambientais para o acordo entre a União Europeia e o Mercosul".

No Le Figaro, por meio de informações da Agence France Presse (AFP), o subtítulo trazia: "finalmente o presidente brasileiro optou por um encontro com o cabeleireiro". Já o jornal Libération, que usou informações da mesma rede, publicou que a gafe pode "parar a ratificação do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul".


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