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Estado de Minas POLÍTICA

MP denuncia ex-prefeito por desvios na compra de 6,3 milhões de pãezinhos

De acordo com o Ministério Público (MP), quantidade do produto seria suficiente para abastecer por seis anos escolas e creches de Ferraz de Vasconcelos, interior de São Paulo


postado em 21/05/2019 07:26 / atualizado em 21/05/2019 08:07

Ex-prefeito Acir Filó(foto: Facebook/Reprodução)
Ex-prefeito Acir Filó (foto: Facebook/Reprodução)

Preso preventivamente, o ex-prefeito de Ferraz de Vasconcelos (SP) Acir Filó é alvo de mais uma ação penal, desta vez, envolvendo supostos desvios milionários na compra de milhões de pãezinhos para a merenda escolar do município situado na região Leste da Grande São Paulo.

Segundo os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público em Guarulhos, em 2014, foram adquiridas 6,3 milhões de unidades do alimento em 17 meses, o bastante para abastecer escolas e creches por seis anos.

O Ministério Público Estadual ainda aponta que os valores desviados chegaram às contas de pessoas próximas a um ex-secretário municipal que também é condenado por lavar dinheiro a lideranças do PCC, a facção criminosa que domina presídios paulistas e em outras regiões do país.

De acordo com o Centro de Apoio à Execução, órgão de perícia do Ministério Público, "a Administração Pública pagou, nesta licitação, um preço até 37% superior pelo pão francês". "Quanto ao preço do pão de cachorro-quente o superfaturamento chegou a 100%", informa o laudo da Promotoria.

"Ainda que se considerasse o fornecimento de pães para todos os alunos matriculados na rede municipal de ensino, além de todos os alunos da rede estadual (...), foram comprados pães suficientes para 435 dias letivos, ou seja, 2 anos letivos", crava o Ministério Público.

Segundo os promotores, "durante a vigência deste contrato e do convênio, se a Prefeitura tivesse adquirido apenas a quantidade indicada pela Secretaria de Educação e pago o valor de mercado pelos produtos teria gasto R$ 2.896.083,62 a menos do que gastou".

Até o fechamento deste texto, a reportagem não havia obtido o posicionamento do ex-prefeito.


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