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Estado de Minas

Bolsonaro: teto e tempo de serviço são prioridades na reforma da Previdência

O presidente disse hoje, em café da manhã com jornalistas, que o valor máximo do benefício e o tempo de serviço são inegociáveis


postado em 05/04/2019 12:17 / atualizado em 05/04/2019 12:48

O presidente Jair Bolsonaro após reunião com lideranças do DEM, nessa quinta-feira (4). Da esquerda para a direita: ministro da Casa Civil, Onyx Lorezoni, governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o prefeito de Salvador, ACM Neto(foto: Marcos Correa/PR )
O presidente Jair Bolsonaro após reunião com lideranças do DEM, nessa quinta-feira (4). Da esquerda para a direita: ministro da Casa Civil, Onyx Lorezoni, governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o prefeito de Salvador, ACM Neto (foto: Marcos Correa/PR )

O presidente Jair Bolsonaro (PSL), disse nesta sexta-feira que o essencial na reforma da Previdência é o teto do benefício e o tempo de serviço para a aposentadoria. "Se introduzir mais coisas, vai ser complicado", afirmou o presidente.

A declaração, em café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto, acontece um dia depois de ele se reunir com lideranças de seis partidos para discutir a aprovação das mudanças nas regras da aposentadoria no Congresso Nacional.

Bolsonaro reiterou que nessas reuniões - com o PRB, PSD, PP, PSDB, DEM, MDB-,  a troca de apoio por cargos não foi discutida. "Não se falou a palavra cargos", destacou o presidente.

Para Bolsonaro, o resultado dos encontros com as lideranças partidárias foi muito positivo. "Até com o (Geraldo) Alckmin, que me deu muito mais que caneladas, foram agulhadas durante a campanha",  disse o presidente, se referindo ao ex-governador de São Paulo, presidente nacional do PSDB, e adversário dele nas eleições de 2018.

Bolsonaro disse também que quer atenção de seus auxiliares para os pedidos de deputados e senadores. "Às vezes, são pedidos simples, como a verificação de um determinado processo", afirmou.

Capitalização



Bolsonaro admitiu que o regime de  capitalização - com contribuição apenas do empregado -, poderá ser analisado posteriormente pelo Congresso. Também presente ao café da manhã, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, confirmou que o sistema de capitalização pode ficar para um segundo tempo.

O tema foi um dos mais polêmicos na sabatina do ministro da Economia, Paulo Guedes , na quarta-feira (3),  realizada na Comissão de Constituição e Justiça, que analisa a admissibilidade da proposta do governo de reformar a Previdência. O encontro do ministro e dos parlamentares acabou em bate-boca.


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