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Estado de Minas

Moro defende uso de snipers para abater criminosos

Perguntado sobre a intenção do governador do Rio de usar atiradores de elite para abater criminosos, ministro afirma que policial "não precisa esperar levar tiro de fuzil para reagir"


postado em 03/04/2019 06:00 / atualizado em 03/04/2019 07:55

Sérgio Moro na feira de segurança pública, no Rio: confiança na aprovação do pacote anticrime que enviou ao Congresso Nacional (foto: Mateus Parreiras/EM/D.A PRESS)
Sérgio Moro na feira de segurança pública, no Rio: confiança na aprovação do pacote anticrime que enviou ao Congresso Nacional (foto: Mateus Parreiras/EM/D.A PRESS)

Rio de Janeiro – O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, demonstrou ontem não ser contrário ao uso de atiradores de elite para abater criminosos portando fuzis em vias públicas, como deseja o governador fluminense, Wilson Witzel. Ontem, no Rio, logo após dar palestra fechada na 12ª Laad Defence & Security – a mais importante feira de defesa e segurança pública da América Latina –, Moro não afirmou que é favor do uso desses atiradores (snipers), mas também não fez qualquer objeção à medida.

“Precisaria saber melhor a que o governador está se referindo. O fato é que um policial não precisa esperar levar um tiro de fuzil para reagir. Mas é preciso averiguar em quais circunstâncias ocorreria essa autorização para o disparo a distância”, disse, admitindo não estar familiarizado com as ordens emitidas pelo chefe do Executivo estadual. Moro também afirmou no evento que a tecnologia pode ajudar a combater o crime organizado e demonstrou confiança na aprovação do seu pacote e do projeto da nova Previdência.

A atuação do crime organizado preocupa o ministro, que encara o problema com uma necessidade de ações intersetoriais. “Não há nenhuma dúvida de que milícias e traficantes são integrantes de organizações criminosas. Para mim, Comando Vermelho, PCC e milícias são a mesma coisa. Muda um pouco o perfil do criminoso, mas constituem uma criminalidade grave e que tem de ser combatida”, afirma. De acordo com ele, há bolsões de pobreza e comunidades em que isso se agrava devido à ausência do Estado.

“Em locais como o Rio de Janeiro há dificultadores, como o domínio territorial desses grupos. É um desafio grande que não começou de hoje. Já foram tentadas no passado algumas soluções. Para mim, parece óbvio fazer uma concentração de políticas de segurança, aliadas a políticas urbanísticas e políticas sociais”, disse. Moro destacou que a tecnologia é essencial para um setor tão importante e com dificuldade de recursos, justamente por potencializar resultados e baratear custos.

Reforma


Sobre a nova Previdência, o ministro disse que o tema é primordial. “É um momento de conversa e de exposição aos parlamentares tanto do pacote anticrime quanto da nova Previdência. Se não equalizarmos as regras da Previdência teremos um problema fiscal e vão faltar recursos a várias áreas, como, por exemplo, à segurança pública, à educação e à saúde”, disse.

Para ele, os dois projetos têm urgência de aprovação. “O projeto anticrime é importante, pois altera questões pontuais da segurança e da Justiça que precisam ser resolvidos. A resolução, por exemplo, por meio de lei, de (ser regra) a execução da pena em segunda instância. Com diálogo, tenho confiança de que em mais ou menos tempo, com eventuais modificações e aprimoramentos o governo vai conseguir aprovar essas medidas”, disse.

O Ministério da Justiça e Segurança é um dos apoiadores da feira e tem estande no evento, assim como a Polícia Federal, a Força Nacional de Segurança Pública e a Polícia Rodoviária Federal.

“Há muitas empresas trazendo opções para a área de segurança e de tecnologia. Sempre que investimos em tecnologia conseguimos diminuir custos e facilitar o trabalho dos agentes da área de segurança. Isso é muito importante e por isso precisamos acompanhar de perto”, disse.

De acordo com Moro, algumas áreas chamam mais a atenção do que outras. Uma das áreas que o ministro destacou necessitar de estar à frente na tecnologia empregada é a de segurança dos presídios. “Têm sido avaliadas melhorias tecnológicas como as de raios X, body scam (escaneamento corporal) e inibidores de sinais de celulares. Nas outras áreas buscamos também melhoria na comunicação e soluções de informática”, citou.

Furto de pistola Enquanto o vice-presidente Hamilton Mourão participava da abertura da LAAD Defence and Security para representantes de forças de segurança do Brasil e de todo mundo, uma pistola que estava exposta no evento foi furtada. O armamento, uma Beretta 9 milímetros, estava preso por um cabo de aço para que as pessoas a manuseassem e experimentassem suas funções. De acordo com a fabricante, o equipamento não é funcional, pois dispõe apenas das peças necessárias para ser exibido.

A segurança do evento é feita pelo Exército, que registrou o ocorrido, mas não informou se algum suspeito foi identificado até o momento. O modelo levado é uma APX Comppact, que custa cerca de 400 euros. Algo em torno de R$ 1.500, sem a incidência dos impostos devidos e taxas de importação que podem fazer com que o modelo chegue ultrapasse os R$ 4 mil.

 


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