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Estado de Minas

Após críticas de Ciro, Manuela diz: ''Se a gente não se unir não vai sobrar nada''

Pelo Twitter, a vice de Fernando Haddad afirma que ''buscar responsabilizar agora qualquer ator ou força política, isoladamente, por nossa derrota é não compreender quem são nossos adversários''


postado em 31/10/2018 14:04 / atualizado em 31/10/2018 14:13

Manuela D'Ávila (PCdoB) rebateu críticas de Ciro Gomes (PDT) e pediu união após derrota nas urnas(foto: Luis Nova/Esp.CB )
Manuela D'Ávila (PCdoB) rebateu críticas de Ciro Gomes (PDT) e pediu união após derrota nas urnas (foto: Luis Nova/Esp.CB )
Depois de Ciro Gomes (PDT), derrotado no primeiro turno, ter afirmado em entrevista ao jornal Folha de São Paulo que a candidatura do ex-presidente Lula foi uma “fraude”, que foi “miseravelmente traído pelo presidente Lula e seus asseclas” e que não quer mais fazer campanha para o PT, Manuela D’Ávila (PCdoB), vice de Fernando Haddad (PT), afirmou pelo twitter que “Se a gente não se unir não vai sobrar nada”.

Sem citar o nome do pedetista, Manuela criticou a postura de divisão após a derrota no segundo turno e relembrou que abriu mão da própria candidatura para, de acordo com ela, “buscar ao menos parte dessa unidade”. 

Derrotado no primeiro turno, Ciro Gomes (PDT) fez duras críticas ao PT(foto: Juarez Rodrigues/EM )
Derrotado no primeiro turno, Ciro Gomes (PDT) fez duras críticas ao PT (foto: Juarez Rodrigues/EM )
Ciro Gomes afirmou, também, que a candidatura do PT visava um “projeto de poder miúdo e de ladroeira” e acusou a legenda adversária de eleger Jair Bolsonaro (PSL). “Lula nunca permitiu nascer ninguém perto dele. E eles empurram para a direita, que é o querem fazer comigo”, declarou. 

Em aparente resposta às críticas de seu adversário, a vice de Haddad disse que desde a época que lançou a candidatura, então isolada, pelo PCdoB, defendeu que a unidade no campo da esquerda era o caminho para construir “a vitória das forças políticas progressistas, populares e comprometidas com a democracia”.

Ela argumenta, também, que se construiu um programa comum, mas que não se avançou para uma candidatura única durante as negociações pré-eleitorais. Ela classifica isso como o “erro original e mais importante frente ao qual todos os outros são menores”. 
“Buscar responsabilizar agora qualquer ator ou força política, isoladamente, por nossa derrota é não compreender quem são nossos adversários e os gigantescos interesses contra os quais disputamos a eleição”, argumentou. 

Manuela disse que a esquerda está dolorida com a derrota, mas que o “campo progressista” encontrou, na reta final do pleito, um rumo que ela acredita ser positivo. “Deu o recado e o caminho para todos nós: unidade generosa, sem hegemonismo, sem estrelismo, todo mundo junto e igual. Porque, gente, prestem atenção: se a gente não se unir não vai sobrar nada no céu pra estrela e astro nenhuma brilhar”, defendeu. 

Por fim, a comunista defendeu que as esquerdas formem uma “unidade real” com base nos valores da democracia, liberdade e justiça social. Ela afirma que esse projeto de união fez parte da campanha nas ruas nas eleições de 18 e que toda a movimentação aconteceu “longe dos gabinetes e espaços burocráticos”. 

“Não foi feito apenas por um partido e também não foi contra um Partido. Então, agora não pode ser de um partido, de um líder ou contra o outro líder. Precisamos estar todos juntos, como estivemos nesses últimos dias. Juntos nas ruas, nas praças, nos bairros. Conversando, ouvindo, refletindo. Construindo nossa ação, garantindo o zelo à Constituição Cidadã de 88. Esse é nosso dever, foi para isso que saímos juntos nas ruas”, declarou. 

Ela ainda criticou a postura de Ciro Gomes, mesmo sem citar nomes, ao afirmar que “dispensar a unidade” ou “fazer o jogo dos adversários” é não entender os anseios dos eleitores que não votaram em Jair Bolsonaro. “Temos diferenças, lutemos pelo direito de preservá-las. Para isso, precisamos estar juntos, lutando pela (r)existência”, concluiu.
 
*Estagiário sob supervisão do editor Renato Scapolatempore 




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