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Estado de Minas

Coluna do Baptista Chagas de Almeida


postado em 28/08/2018 12:00



Entrevistas ao vivo e a sexta-feira vaga

A campanha eleitoral vai mudar de fato a partir desta semana? Os eleitores vão prestar mais atenção? É o que esperam os marqueteiros dos presidenciáveis. Só que não é uma mudança de comportamento, muito antes pelo contrário. Mesmo que sem querer, os eleitores estarão mais ligados.

Na hora da novela das nove, quem vai subir no palanque é Beto Falcão, ou melhor, o personagem interpretado pelo ator Emílio Dantas. Antes, tem o Jornal Nacional, que começou ontem, com a entrevista de Ciro Gomes (PDT) ao apresentador William Bonner, âncora do telejornal.

Em seguida, pela ordem das entrevistas no JN, virão Jair Bolsonaro (PSL), hoje; na quarta, será a vez de Geraldo Alckmin (PSDB); na quinta, Marina Silva (PV); e, na sexta-feira, ninguém. Uai, ninguém? É... da cadeia não dá pra aparecer ao vivo e em cores. Óbvio que, se tivesse conseguido o habeas corpus, seria o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Vou assumir na frente de todo mundo que eu sou Beto Falcão!” Karola, a perversa da novela, perdeu! “Pare de fazer teatro! É claro que você sabe muito bem que Luzia se entregou! Você sabia de tudo, você tá mancomunada com Laureta e Remy nessa história!” Só que na política, não tem teatro.

Já a novela em torno da candidatura de Lula teve provavelmente o seu desfecho final, embora ainda restem alguns recursos, embargos e outros temas do juridiquês. Mas o capítulo de ontem foi taxativo. Já ficou claro que a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, não vai pautar a questão da prisão em segunda instância até encerrar o seu mandato, em 13 de setembro.

Depois disso, o processo passa para o ministro Dias Toffoli, que assumirá a presidência do STF. E ele já avisou a alguns interlocutores próximos que seguirá a mesma decisão de Cármen Lúcia. Vai manter a prisão em segunda instância. E olha que ambos foram indicados, tanto ela quanto ele, pelo ex-presidente Lula.

Bem, o jeito então é mostrar mais alguns capítulos da novela política. Afinal, só rezando mesmo o Pai-nosso como fez Marina em encontro com jovens da ONG Educafro a convite do líder dela, frei Frei David. Se mesmo empacado nas pesquisas o ex-ministro Henrique Meirelles (MDB) ataca Bolsonaro e diz que, além de nada entender sobre economia, ele não sabe usar o Google, já chega por hoje.

Palanque não?
Só não pode colocar faixas – estava cheio delas – e Vicentinho (PT-SP) continuou pedindo, enquanto o Hino Nacional já estava tocando, ainda na introdução, mas já basta para o desrespeito. “Não podemos transformar em palanque porque há risco de a Justiça Eleitoral rejeitar o registro da candidatura.” É claro que algumas faixas traziam “Lula Livre”. Não foram retiradas. Mas ficaram escondidas no site da Câmara. Tudo isso foi ontem no plenário da Câmara dos Deputados, na sessão em “Homenagem aos 35 Anos da Central Única dos Trabalhadores (CUT)”.

Em tempo: “Não pode, a gente bem que gostaria de pôr ‘Lula Livre’, mas não pode. Tem de respeitar para que a gente também seja coerente internamente.” Ainda palavras de Vicentinho na homenagem à CUT no plenário da Câmara dos Deputados. Só que as faixas continuaram lá. E ele não tocou mais no assunto. Ficamos assim, em silêncio.

Minas na agenda
Para ficar claro, agendas do pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) esta semana. Lógico que teria de passar por Minas: “Quarta-feira – 9h – Sessão extraordinária do pleno, 14h – Sessão ordinária do pleno. 17h30 – Posse do ministro João Otávio de Noronha e da ministra Maria Thereza de Assis Moura, nos cargos de presidente e vice-presidente do STJ. Local: STJ. Quinta-feira – 14h – Sessão extraordinária do pleno. Sexta-feira – 19h – Participa do evento “30 anos de Constituição: que país é esse?”, organizado pela Subseção da OAB de Juiz de Fora – Local: Juiz de Fora (MG)”.

A prioridade
“Sou governador do estado, não tenho todo o tempo disponível para a campanha. Minha prioridade é cuidar dos problemas do estado.” Uai, em pleno sábado cuidou dos problemas do estado? Quais deles? Reunião em Brasília, para tratar dos problemas? Com quem? No sábado? As respostas, só o governador Fernando Pimentel (PT) pode dar. Será porque a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que esteve em Contagem, não gostou de ter o deputado Miguel Corrêa Jr. (PT), ex-secretário de Ciência e Tecnologia de Pimentel, dividindo candidatura com ela na chapa?

A mídia
“DEFESA DE LULA PROVA AO TSE PARCIALIDADE DA MÍDIA NA COBERTURA DA CAMPANHA – Levantamento realizado pela defesa do ex-presidente Lula mostra que entre 20 e 24 de agosto, o Jornal Nacional dedicou exatos 21 segundos à coligação do PT, apenas para comunicar que não cobriria a agenda de Lula, pelo fato de ele estar preso.” É daquele site de central sindical. Pelo fato de Lula estar preso. Concordo. Simples assim.

PINGAFOGO

Pelo Twitter, já que agora é moda, foi que o líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), deixou a liderança por discordar da “forma como o governo federal está tratando a questão dos venezuelanos em Roraima”.

Em temporada de reeleição, sair atirando para fazer seu comercial tem lá motivo justo. Mas líder do governo alegar desentendimentos com o seu agora ex-chefe Michel Temer (MDB) é de uma deselegância sem tamanho, mesmo que o palanque fale mais alto.

Para combater as fake news sobre saúde, o Ministério da Saúde, de forma inovadora, abre mais um canal de comunicação com a população. Qualquer cidadão brasileiro poderá adicionar gratuitamente no celular o WhatsApp da pasta.

Ou seja, é um canal exclusivo e oficial para desmascarar as notícias falsas e certificar as verdadeiras. Os profissionais das áreas técnicas de saúde vão verificar se um texto ou imagem que circula nas redes sociais é verdadeiro ou falso.

Sendo assim, o registro: a Lotofácil da Independência promete alcançar um superprêmio de R$ 85 milhões. Como difícil é ganhar, chega por hoje.


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