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Estado de Minas

Bolsonaro não participará dos próximos debates entre presidenciáveis

A informação foi confirmada durante a noite desta quarta-feira (22) pelo presidente em exercício do partido, o advogado Gustavo Bebianno


postado em 22/08/2018 22:29 / atualizado em 22/08/2018 22:55

(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A press)
(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A press)
O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, não participará dos próximos debates com adversários durante o decorrer da campanha eleitoral. A informação foi confirmada durante a noite desta quarta-feira (22) pelo presidente em exercício do partido, o advogado Gustavo Bebianno, ao portal de notícias UOL
 
A defesa do candidato pediu nesta quarta-feira, 22, ao Supremo Tribunal Federal (STF) a antecipação do julgamento da Primeira Turma da Corte, que vai decidir se recebe ou não uma outra denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro por crime de racismo.
 
O julgamento está marcado para o dia 4 de setembro, quando a propaganda eleitoral já estará sendo veiculada no rádio e na televisão. "O País não para por causa de campanha eleitoral. A Justiça continua normalmente", disse o presidente da Primeira Turma, ministro Alexandre de Moraes, a repórteres, ao chegar para a sessão plenária do STF nesta tarde.
 
A defesa de Bolsonaro quer que o caso seja discutido pelos ministros já na terça-feira da semana que vem, 28 de agosto, quando está prevista a próxima sessão da Primeira Turma do STF.
 
Os cinco ministros da Turma vão decidir sobre se o parlamentar se torna réu ou não pelas acusações de ofensas praticadas contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs. Além de Moraes, integram o colegiado os ministros Marco Aurélio Mello (relator do inquérito), Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.
 
De acordo com denúncia apresentada em abril pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em uma palestra no Clube Hebraica do Rio de Janeiro, em 2017, o deputado federal, em pouco mais de uma hora de discurso, "usou expressões de cunho discriminatório, incitando o ódio e atingindo diretamente vários grupos sociais".
 
Na denúncia, Raquel avalia a conduta de Bolsonaro como ilícita, inaceitável e severamente reprovável. "A conduta do denunciado atingiu bem jurídico constitucionalmente protegido e que transcende a violação dos direitos constitucionais específicos dos grupos diretamente atingidos com suas manifestações de incitação ao ódio e à discriminação para revelar violação a interesse difuso de toda sociedade, constitucionalmente protegido", escreveu a procuradora.
 
Procurada pela reportagem, a assessoria de Bolsonaro não havia se manifestado até a publicação deste texto.
 
Com informações de Estadão Conteúdo 


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