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Estado de Minas POLÍTICA

Wesley Batista também pede que Janot seja ouvido em processo


postado em 06/08/2018 21:53

Assim como o irmão Joesley, o empresário Wesley Batista, do Grupo J&F;, também pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-procurador-Geral da República Rodrigo Janot, integrantes e ex-integrantes do escritório de advocacia Trench Rossi Watanabe (TRW) sejam ouvidos no processo que discute a rescisão dos acordos de delação da J&F.;

Além disso, Wesley pede para apresentar pareceres técnicos que foram anexados no processo que tramita na Justiça Federal em São Paulo, que investiga os irmãos Batista pelo crime de insider trading.

Na ação da Suprema Corte, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pede que o STF homologue a rescisão dos acordos assinados por Joesley, Wesley, Ricardo Saud e Francisco de Assis e Silva. A manifestação dos irmãos responde a pedido feito pelo ministro Edson Fachin, relator do caso. Em junho, o ministro determinou que a defesa dos colaboradores especificassem as provas que pretendem produzir no caso. Na ocasião, Fachin também decidiu que assim que for concluída a fase de coleta de provas, caberá ao plenário da Corte decidir se homologa ou não a rescisão pedida pela PGR.

Entre os pedidos de depoimento, Wesley também lista o ex-procurador Marcello Miller, que é apontado pela PGR por supostamente ter atuado pelos interesses do grupo J&F; durante o processo de colaboração dos executivos enquanto ainda era integrante do MPF, através do Trench Rossi Watanabe. A suposta atuação de Miller foi um dos motivos para a procuradoria rescindir os acordos de delação.

Rescisão

Os acordos de executivos da J&F; foram homologados pelo STF em 11 de maio do ano passado. À época, Joesley envolveu o presidente Michel Temer, ao gravar conversa entre os dois em encontro no Palácio do Jaburu.

Em 14 de setembro de 2017, o então procurador-geral da República, Janot, informou que decidiu rescindir os acordos de colaboração premiada firmados por Joesley e Saud. Em fevereiro deste ano, foi a vez da sucessora de Janot, a procuradora-geral da República Raquel Dodge, rescindir os acordos de Wesley e Francisco de Assis e Silva.

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