Publicidade

Estado de Minas

Zuenir Ventura compara notícia falsa a censura


postado em 29/06/2018 09:42

São Paulo, 29 - Homenageado no 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, que começou nesta quinta-feira, 29, e vai ser encerrado no sábado, 30, o jornalista e escritor Zuenir Ventura, de 87 anos, chamado por colegas de "vampiro da juventude", falou sobre um dos assuntos mais atuais relativos à imprensa: as chamadas fake news.

O veterano jornalista afirmou que as notícias falsas são "um problema tão nocivo quanto a censura nos tempos da ditadura." Zuenir lembrou que o conceito de fake news é, em si, contraditório. "São uma contradição em termos: se são fakes, não são news. É só um novo nome para uma velha forma", disse.

Ele ressaltou a declaração do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Fux, de que as eleições podem até ser canceladas caso for detectado que o resultado foi influenciado por notícias falsas. "A imprensa às vezes consegue desmoralizar a mentira. Nosso trabalho é fazer as instituições prestarem contas à sociedade."

Comprova

Na abertura do congresso foi lançado oficialmente o projeto Comprova, coalizão de veículos de mídia que visa combater disseminação de noticias falsas durante as eleições. Estavam presentes integrantes dos 24 veículos de mídia que compõem o projeto.

O site oficial da iniciativa começa a funcionar no dia 8 de agosto. Nele, serão publicadas checagens que explicam porque os boatos estão errados e textos que ajudam leitores a identificar conteúdos enganosos. O projeto também terá um número para receber dicas pelo WhatsApp, similar ao canal do Estadão Verifica.

A iniciativa é do First Draft, entidade ligada ao Centro Shorenstein para Mídia, Política e Políticas Públicas, da Escola de Governo John F. Kennedy, na Universidade Harvard, dos Estados Unidos. "O principal objetivo do Comprova é se tornar o primeiro site a visitar quando alguém receber algo pelo WhatsApp, mandado pelo seu tio. Já temos o melhor da imprensa brasileira", disse Claire Wardle, diretora da organização. As informações são do jornal

O Estado de S. Paulo.

(Caio Sartori e Alessandra Monnerat)

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade