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Estado de Minas

TCE adia decisão sobre aposentadoria de delegados da Polícia Civil de Minas

Tribunal aguardará decisão do Supremo sobre o assunto antes de estabelecer entendimento sobre o caso


postado em 20/06/2018 15:09 / atualizado em 20/06/2018 16:16

 Delegados da Polícia Civil se reunem no Tribunal de Contas(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press )
Delegados da Polícia Civil se reunem no Tribunal de Contas (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press )

Cerca de 150 delegados da Polícia Civil de Minas Gerais acompanharam, na tarde desta quarta-feira, a discussão pelos conselheiros do Tribunal de Contas (TCE) da Lei Complementar 84/05, que estabelece as regras para a aposentadoria da categoria.

A legislação diz que, após 30 anos de contribuição, os delegados podem se aposentar com o salário integral - ou seja, último vencimento recebido na ativa - e garante a aplicação dos mesmos reajustes concedidos aos profissionais da ativa. No entanto, o argumento do TCE é que a lei é inconstitucional, baseado em entendimento semelhante no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na reunião de hoje, a pedido do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Minas Gerais  (Sindepominas), os conselheiros do TCE adiaram a discussão até que o STF conclua o julgamento de uma Adin que tramita no orgão envolvendo os policiais civis de Rondônia. Enquanto isso, o TCE vai continuar não homologando as aposentadorias concedidas pelo estado.

Desde 2013 o TCE vem indeferido as aposentadorias nas regras da LC 84. O Sindepominas recorreu então dessas decisões, cujo recurso está em julgamento na tarde desta quarta-feira.

De acordo com o presidente do Sindepominas, Marco Antonio de Paula Assis, desde 2013 cerca de 60 policiais atingiram os requisitos para a aposentadoria e estão afastados de seus cargos à espera de uma decisão.

"Eles estão afastados para se aposentar, recebendo o salário da ativa", afirmou. O temor pela lentidão de uma decisão final do TCE é de que eles tenham que devolver recursos para os cofres públicos.

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