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Estado de Minas

Amoêdo diz duvidar da guinada liberal de Bolsonaro

O empresário foi convidado a palestrar durante a 19ª Conferência Anual de Investidores do Santander, que também recebeu hoje os ex-ministros Marina Silva e Henrique Meirelles


postado em 17/04/2018 19:48 / atualizado em 17/04/2018 21:25

São Paulo - Pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo, João Amoêdo afirmou nesta terça-feira, 17, ser "cético" em relação às credenciais liberais do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que também deve se lançar à corrida ao Palácio do Planalto este ano.

"Ao análise (o caso do Bolsonaro), gosto de avaliar alguns aspectos. Primeiro: qual instituição está trazendo esse candidato, que ideias representa, que propostas ela tem e se existe coerência entre o que instituição e a pessoa falam e o que fizeram", disse o pré-candidato, que passou a disputar com o deputado fluminense a bandeira do liberalismo no debate político. "Tenho duvidas em relação à instituição e a pessoa, que esta há muito tempo no Congresso e não claramente defende essas bandeiras", completou. Amoêdo disse ter inclusive feito um desafio a Bolsonaro. "Dado que ele ainda tem muito tempo de mandato, ele podia aproveitar e trazer algum projeto na linha liberal", comentou.

Alianças

O empresário foi convidado a palestrar durante a 19ª Conferência Anual de Investidores do Santander, que também recebeu hoje os ex-ministros Marina Silva e Henrique Meirelles. Assim como a pré-candidata da Rede, Amoêdo disse que ainda não entrou na discussão de possíveis alianças, mas salientou que elas serão decididas com base no alinhamento do programa das candidaturas, e não em questões como tempo de TV ou palanque. As pessoas no fundo querem renovação, coerência e a gente não poderia abrir mão disso logo na largada", disse.

Instado a comentar de quais nomes se sente mais próximo, Amoêdo disse ter maior proximidade com nomes como Meirelles, que pode sair pelo MDB, e Flávio Rocha, do PRB, do que pré-candidatos como Manuela d'Ávila (PCdoB) e Ciro Gomes (PDT). Mas voltou à questão dos partidos: "independente da qualificação técnica do Meirelles ou do Rocha, será que os partidos vão querer sair da política profissional, abrir mão das práticas antigas, dos benefícios? Acho pouco provável".


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