
Wasilewski Duszczak e o Touro Ferdinando
A carne continua fraca e teve ontem a sua terceira etapa, com direito a 11 mandados de prisão temporária, incluindo o ex-diretor-presidente global da BRF Brasil Foods Pedro de Andrade Faria. E olha que parte do nome é em inglês porque seus produtos são vendidos em mais de 150 países. Duas marcas deixam mais claro: Sadia e Perdigão.
O jeito, então, é mais uma repetição, como é bíblica ninguém vai reclamar. Ou quase ninguém. Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca. Evangelho de São Mateus, capítulo 26, versículo 41.
Enquanto o nome mais falado é Henrique Meirelles, a carne fraca, sem sentido bíblico, pode ser a do próprio presidente Michel Temer (MDB). Sua irritação com a procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, que ele mesmo indicou, fala por si. Ter sido incluído na denúncia não deixa dúvidas. E é só investigação por enquanto.
Chega de notícia velha, embora o sanduíche de presunto esteja na ordem do dia. Melhor dar uma passadinha na Itália, mais precisamente na região residencial de alto padrão com ótimas opções de restaurantes locais.
A comida é boa, aproveite o melhor da mesa italiana. Mas não tente votar no bairro de Parioli, em Roma. Lá, a cédula ainda é de papel. E estava com nomes de candidatos errados. Melhor aumentar a balança comercial e exportar as urnas eletrônicas para lá.
Bem, sugerir uma pizza nem é necessário. Bastam as denúncias aqui mesmo no Brasil que terminam nela. Escolha o cardápio, presunto e queijo, à bolonhesa, quiçá frango? Nada disso, denúncias de corrupção mesmo, aquelas que acabam em pizza do sábio ditado popular. Vale repetir...
Wasilewski Duszczak. Com um nome desse, será que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai conseguir soletrar? O ministro considera inconstitucional a condução coercitiva. Vai reclamar? Bem, o juiz André, o primeiro nome antes da sopa de letrinhas, argumentou que os encrencados poderiam combinar os depoimentos. Argumento forte.
Já que o Touro Ferdinando não deu uma chifrada nos jurados e o diretor brasileiro Carlos Saldanha não conseguiu o Oscar de animação, que foi para o filme Viva – A vida é uma festa, melhor ficar por aqui e deixar a estatueta pra lá, com um registro. Só a indicação não deixa de ser importante, dá a ele visibilidade internacional.
A novela continua
Ou melhor, rapidamente não deve ter fim tão cedo. Um dia antes, o líder do governo na Assembleia Legislativa (ALMG), Durval Ângelo, se gabava por ter pedido o encerramento da sessão plenária às 14h02, para impedir a oposição de apresentar requerimento para a retirada de pauta do projeto da Codemig. Só que, um dia depois, provou do próprio veneno. A sessão foi aberta pelos oposicionistas e fechada antes de os governistas chegarem. Em ponto, às 14h, o deputado Arlen Santiago anunciou que não havia o quorum necessário de 26 deputados para abrir os trabalhos. Pode escrever: hoje a confusão vai continuar e deve pegar fogo.
É lá de Curitiba
Piada pronta e de mau gosto, mas não dá para resistir. Em pleno domingo, no Centro de Brasília, um raio provocou uma pane no principal computador do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Uai, não previram que haveria uma tempestade, que atingiu principalmente um bairro do Plano Piloto? Bem, o fato é que o problema afetou a previsão do tempo para todo o país e para a América do Sul. Pode piorar ainda mais? Resposta rápida: a empresa que faz a manutenção é de Curitiba. Nem precisava, mas vale o registro, é a sede da Operação Lava-Jato.
Entendeu?
“Rediscute necessidade de novas eleições quando houver indeferimento de registro de candidatura.” Era o título. “Os ministros analisarão a constitucionalidade de dispositivo do Código Eleitoral que traz a previsão de realização de novo pleito na hipótese. O recurso paradigma é de relatoria do ministro Dias Toffoli”. A linha que acompanha o título. Tudo no site oficial do Supremo Tribunal Federal (STF) ontem. Entendeu? Nem eu? E olha que o site pede: “Ajude-nos a melhorar – Participe da pesquisa”. A primeira pergunta era: na sua opinião, como podemos melhorar a linguagem utilizada no site com foco nos cidadãos? Resposta rápida: que tal deixar o juridiquês para lá?
Foi de graça
Um deputado federal, em conversa com a coluna, fez questão de contar que “um amigo nosso” fez o resumo da ópera nos dias atuais na política nacional, usando a imagem de que “o bezerro anda desconhecendo a vaca e o carrapato está comendo o boi”. E ainda conclui dando o conselho que ele dá aos colegas: “Melhor não fazer barulho, caso contrário, é grande o risco de desandar”. Experiente que o deputado é, melhor seus colegas seguiram o conselho, embora, se fosse bom, ninguém dava de graça.
Sem pressa
Anastasia ele quer, faz questão de insistir para que ele componha a chapa como candidato ao governo do estado. Claro que é o governador de São Paulo e presidenciável declarado Geraldo Alckmin (PSDB) para garantir palanque no segundo maior colégio eleitoral do país. “Não tem pressa, a convenção é em julho e agosto, essa é uma decisão que não precisa ser agora.” Alguns tucanos interpretaram o jeito de o mineiro topar, diante da frase: “É a posição por hora, estamos conversando, mas a minha posição já ficou pública”. Na presença de Alckmin, foi educado. Vice-presidente? O senador responde: “assunto não foi discutido”.
Pinga fogo
. Em tempo: diante do registro feito sobre o juiz Andre Wasilewski Duszczak, da Operação Trapaça. Ele fez questão de registrar que a condução coercitiva de testemunhas é “plenamente legítima”. Tradução “sem trapacear”.
. “Governo vai oferecer R$ 10 bilhões a prefeitos para investimentos em segurança.” Título em site global. Isso é que é oferta. Estados e municípios não terão recursos da União. Terão é de tomar empréstimo. Então, qual é a novidade?
. Nenhuma, absolutamente quase nenhuma. A única é que o presidente Michel Temer e o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, terão reunião amanhã com prefeitos para discutir as ações integradas. Ah! Bom. Me engana...
. Projetos de direitos das mulheres são destaque na semana na Câmara dos Deputados. Foi até batizada: “Pauta Feminina na Semana da Mulher”. Antes tem outro importante: coleta de assinaturas por via eletrônica para projetos de iniciativa popular.
, Por fim, já que não tenho regalias para serem extintas e no Congresso elas provavelmente não serão, melhor ficar por aqui. Afinal, carro oficial não tenho e nem sei dirigir. O único jeito é pegar um táxi.
