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Estado de Minas

Departamento de propina pagava milícias, diz Marcelo Odebrecht

Em depoimento à Justiça Eleitoral. empresário disse que o setor foi criado para pagar resgate de funcionários em países atingidos por conflitos armados


postado em 03/03/2017 08:07 / atualizado em 03/03/2017 09:46

(foto: Brunno Covello/Gazeta do Povo)
(foto: Brunno Covello/Gazeta do Povo)

No depoimento à Justiça Eleitoral, na quarta-feira, dia 1º, em Curitiba, o ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht negou que o Departamento de Obras Estruturadas da empreiteira tivesse como principal objetivo pagar propinas a políticos e agentes públicos, como afirma a Operação Lava-Jato.

Segundo o empresário preso, o setor conhecido hoje como "Departamento de Propina" foi criado para o pagamento de resgates de funcionários da empreiteira sequestrados em países atingidos por conflitos armados ou grande violência urbana. O setor também seria usado para drenar recursos de caixa 2 a milícias e grupos armados destes países.

De acordo com pessoas que tiveram acesso ao depoimento, o empresário disse só ter descoberto que o departamento era usado também para o pagamento de propinas a políticos no Brasil depois da deflagração da Lava Jato.

A Odebrecht está presente no exterior desde a década de 1970. Em 1985, segundo o site da empresa, as obras fora do Brasil já respondiam por 30% do faturamento. Entre os locais que têm ou tiveram conflitos nos quais a Odebrecht tem contratos estão Colômbia, Venezuela, Guatemala, Angola, Moçambique e Gana, além de países no Oriente Médio.


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