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Estado de Minas

Coluna do Baptista Almeida


postado em 03/01/2017 12:00



A cor que os prefeitos terão que enfrentar

 

 No vermelho. Não confundir com as cores do PT, que, aliás, não teve bom desempenho nas eleições municipais do ano passado. São as contas da prefeitura. Para ser justo: o governador Fernando Pimentel, petista histórico, fez o que se espera de um bom governante. Deixou de lado as rusgas partidárias:

“Tenho uma relação de amizade com o prefeito (Alexandre) Kalil, tenho um carinho especial por BH, cidade onde nasci e cresci, que me deu a honra de ser prefeito por dois mandatos. Mas, mais importante do que isso, é a boa relação institucional e administrativa para cumprir os projetos pelos quais fomos eleitos”, disse ontem Pimentel. Na noite de domingo, ele recebeu Kalil e o presidente da Assembleia Legislativa Adalclever Lopes (PMDB), no Palácio das Mangabeiras.

Ainda bem que há “uma relação de amizade” entre Pimentel e Kalil. Afinal, o governador é cruzeirense e o prefeito é ex-presidente do Atlético. Quem sabe, não dá para fazer um jogo beneficente? O time da prefeitura, com o preto e branco do Galo, e o do estado, com o azul do Cruzeiro?

Bem, deixando o futebol para lá, já que ele não se discute, melhor voltar à política, que só teve Atlético. O PSDB, que perdeu o segundo turno com João Leite, em virada na reta final da eleição, preferiu deixar de lado a boa compostura política típica de Minas. Não apareceu ninguém.

Também pudera, no discurso de vitória, ao fim da apuração das urnas, Kalil desancou: “Acabou coxinha. Acabou mortadela. O papo agora é quibe”. A coxinha era referência aos apoiadores do PSDB, a mortadela era em relação ao PT e o quibe vem da sua origem libanesa.

Deixando o Líbano, vamos a São Bernardo do Campo (SP), onde o ex-prefeito Luiz Marinho (PT) já prega, em entrevista em um jornal paulista, a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda este ano. Uai, por que tanta pressa?

Resposta rápida: “Na circunstância de agressão, de ataque, de busca de destruição de Lula, ele não tem saída a não ser sair candidato. Lula tem consciência disso”. Parece que o petista Luiz Marinho já prevê. Lula tem mesmo consciência que é sério o risco que corre de parar atrás das grades por causa do juiz Sérgio Moro, o comandante da Operação Lava-Jato na primeira instância. Daí a pressa.

Voltando aos prefeitos que tomaram posse, o que mais virá por aí? Com os cofres vazios, arrecadação em queda diante da recessão, não resta alternativa. É usar a caneta para demitir o pessoal de cargos comissionados (normalmente assessores sem concurso), cortar gastos onde der e por aí vai. Daí o “vermelho” das contas públicas, em BH e no país afora.

Me poupe

No Twitter, o sujeito que se intitula Bakunin, ataca, com razão, matéria publicada na internet e faz questão de ressaltar: “Ato falho: Folha diz que Moro é do PSDB; e depois tenta corrigir...” Foi em post no Facebook, que foi corrigido depois do erro avisado pelos internautas. Óbvio que petistas nos comentários “adoraram”. Por que esse registro bobo? É porque irrita um sujeito que se intitula Bakunin se meter em política partidária. Mikhail Bakunin foi anarquista histórico, autor de “escritos contra Marx”, e que pregava “o espírito e a força da futura revolução social”. Me poupe, “Bakunin” petista! É por que Moro vai pegar no pé de Lula?

Porque...

“Você quer a minha confissão; mas você precisa saber que um criminoso penitente não é obrigado a implicar ou revelar as ações de outrem. Guardo apenas a honra e a consciência de que jamais traí quem quer que tivesse confiado em mim, e é por esse motivo que não lhe entregarei nenhum nome.” Calma, gente, não é a coluna se defendendo. É o próprio Bakunin em carta ao imperador Nicolau I. Ao lê-la, o imperador Nicolau I comentou: “Ele é um bom rapaz, cheio de espírito, mas um homem perigoso. Não devemos jamais deixar de vigiá-lo”.

Voltou todo mundo?


O presidente Michel Temer (PMDB), como registrado nas agendas oficiais publicadas pela coluna, já voltou a Brasília, foi ontem mesmo a Brasília. E levou a família. Embora a agenda da segunda-feira também registrava “sem compromissos oficiais”, Temer deu uma passada no Palácio do Planalto, para fazer despachos internos. Fica só uma curiosidade, já que não ofende, será que todo mundo que trabalha no terceiro andar do Palácio do Planalto – é onde fica o gabinete presidencial – também foi trabalhar como o chefe?

Sustentabilidade

Este será o Ano Internacional do Turismo Sustentável. Quem programa é a OMT, não confundir com a ONU, é a Organização Mundial do Turismo. O que tem um assunto turístico a ver com a política? Tem oportunismo político e é do próprio ministro do Turismo, Marx Beltrão (foto), sobre o tema: “O Ministério do Turismo está sensível a esse tema, tanto que tem apoiado importantes iniciativas no sentido de reconhecer as experiências bem-sucedidas”. É muita sensibilidade, ops, “sustentabilidade” (termo que ele usou) do ministro.

PINGAFOGO

Uma imagem que não vale mais de duas palavras: “Me poupe”. É que estava na capa de todos os sites mais importantes do país a foto do menino João Victor, de 8 anos, filho assassinado pelo pai, que se suicidou depois de matar ainda a ex-mulher (mãe da criança) e outras 10 pessoas.

“50 anos do FGTS Tire suas dúvidas sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.” Está no Portal Brasil e reuniu perguntas sobre o FGTS. “Confira as respostas e fique bem informado sobre o benefício.” Por que tudo isso? É porque a notícia estava na capa, com destaque, no portal do governo federal.

No primeiro dia útil do ano. Em temporada de desemprego recorde ficar bem informado sobre o benefício é... Ah! Melhor deixar para lá. Aliás, não. Estava ontem na capa, mas a data na matéria é “Publicado: 11/11/2016 14h57 e última modificação: 11/11/2016”. Parece ser de propósito para esta época.

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (foto) (PT) vai voltar à Universidade de São Paulo (USP) para dar aulas, será professor. Afirma não ter ambições políticas pessoais e que seu compromisso é estar à disposição das forças progressistas.

Voltando a dar aulas, não deve estar tão disposto assim. Basta o placar da eleição em São Paulo: João Dória (PSDB): 45%. Haddad: 16,7%. Segundo colocado, perdeu por mais de 2 milhões de votos.


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