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Estado de Minas

'Um ministro gravar um presidente da República é indigno', diz Temer

Em entrevista neste domingo, Michel Temer disse que espera que a gravação seja divulgada e que também pensa em registrar as audiências em seu gabinete


postado em 27/11/2016 12:39 / atualizado em 27/11/2016 13:03

Marcelo Calero e o presidente Michel Temer no dia da posse do ex-ministro da Cultura, em maio (foto: / AFP / EVARISTO SA )
Marcelo Calero e o presidente Michel Temer no dia da posse do ex-ministro da Cultura, em maio (foto: / AFP / EVARISTO SA )

Na primeira vez em que comentou as gravações feitas pelo ex-ministro Marcelo Calero, o presidente Michel Temer (PMDB) afirmou neste domingo que o ex-aliado teve um comportamento “indigno”.

“Com toda franqueza, gravar clandestinamente é algo indigno. E um ministro gravar o presidente da República é gravíssimo”, disse Temer em entrevista coletiva neste domingo.

O presidente afirmou ainda que “venha logo à luz a gravação da conversa”.

A gravação foi feita pelo então ministro em conversa com Temer no gabinete presidencial.

Em depoimento à Polícia Federal, Calero afirmou ter ouvido de Temer em reunião, que a decisão do IPHAN negando a construção de um apartamento em área tombada que tem limite de 12 andares, em Salvador, a pedido do então ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) criou “dificuldades operacionais” em seu gabinete.

No encontro, o presidente teria dito para que Calero construísse uma saída para que o processo fosse encaminhado à Advocacia Geral da União (AGU), porque a ministra Grace Mendonça teria uma solução.

No depoimento à PF, Calero afirmou ainda que no final da conversa o presidente disse que a política “tinha dessas coisas, esse tipo de pressão”.

'Lisura absoluta'


Na entrevista deste domingo, Michel Temer disse que está pensando em gravar todas as audiências com os ministros.
Geddel Vieira Lima deixou o governo na sexta-feira, diante das acusações de tráfico de influência para liberar a obra de um prédio onde comprou um apartamento, em Salvador.

O pedido de demissão foi enviado para o e-mail do presidente Michel Temer.

Questionado sobre o assunto, o presidente disse que está examinando um nome para substituir Geddel com “cuidado e calma”.

“Será o perfil de alguém com lisura absoluta na conduta e boa interlocução com o Congresso Nacional”, completou.

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