O delegado federal Marcio Adriano Anselmo, da Operação Lava-Jato, classificou como "lamentável" a decisão da ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva e do filho mais velho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva de ficarem em silêncio sobre o Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP). Marisa Letícia e Fábio Luís foram intimados a prestarem "esclarecimentos" sobre a compra e reformas no sítio, investigado pela força-tarefa da Operação Lava-Jato, em Curitiba.
A defesa de Lula disse, em ofício, à PF que sua família "nada tem a acrescentar" sobre a compra e reforma no Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), investigado pela força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba. Os advogados do ex-presidente alegam que a legislação não obriga a mulher e o filho do petista, investigado na Lava Jato, a depor como testemunhas.
Em despacho na quinta-feira, 11, o delegado Marcio Anselmo manteve os depoimentos.
"Quanto ao requerido por Marisa Letícia Lula da Silva e Fábio Luis Lula da Silva, na qual afirmam que pretendem utilizar-se do direito constitucional de permanecer em silêncio previsto no artigo 5o LXIII da Constituição Federal, cumpre aqui destacar que trata-se de oportunidade assegurada aos investigados para que possam esclarecer os fatos apurados na presente investigação em seu desfavor", afirmou.
"De qualquer forma, mantenho as oitivas dos referidos, a ser realizada em data designada para, querendo, apresentarem suas versões sobre os fatos."
Lula é investigado em três inquéritos principais na força-tarefa da Lava Jato em Curitiba: um sobre a compra e reforma do Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), sobre compra e reforma do tríplex do Edifício Solaris, no Guarujá, e sobre recebimentos do Instituto Lula e da empresa LILS Palestras e Eventos - do ex-presidente.
