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Estado de Minas

Coluna do Baptista Chagas de Almeida


postado em 05/06/2016 12:00 / atualizado em 05/06/2016 08:16


O perigo do 'é para pagar'

Para ler este comentário, é melhor fechar as janelas para não arrepiar os cabelos, e não vá ao aeroporto. Não vale a pena, porque é isso que trata a política brasileira no momento. “É uma estratégia para atingir a minha imagem, dizendo que o dinheiro da Petrobras pagou as contas do meu cabeleireiro. A vantagem é que eu tenho todos os comprovantes de que paguei as passagens e o serviço dele, que custou R$ 5 mil, com meu dinheiro”.

A declaração foi feita em evento em Porto Alegre – lá pode. A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) se sentiu à vontade. E lançou desafios, mesmo na situação em que se encontra, ameaçada de sofrer o impeachment. Mesmo proibida de viajar (no avião presidencial, diga-se de passagem), a não ser no trajeto entre Brasília, onde está exilada no Palácio da Alvorada, e Porto Alegre, por decisão do governo Temer, Dilma desafia: “Eu vou viajar. Vamos ver como vai ser”.
Será que combinou com o Grupo de Segurança Institucional (GSI), responsável por garantir a sua segurança? Afinal, Dilma ainda é presidente. Pelo jeito, não. O GSI avisou que vai cumprir do Ministério da Casa Civil, o mais ligado ao presidente da República, seja ele quem for. Como ela diz: “Vamos ver como vai ser”.

A intenção da ainda presidente Dilma Rousseff (PT) era subir no palanque com a claque petista e de parte do PCdoB – já que uma ala dos comunistas debandou – para declarar inocência e denunciar “o golpe” de que está sendo vítima.
Pois é, a vítima foi beneficiada com R$ 12 milhões, “por fora” do dono da construtora que leva o nome de sua família, Norberto Odebrecht, de acordo com reportagem da revista Isto É. “No acordo de delação premiada, firmado na última semana, o empreiteiro Marcelo Odebrecht fez uma revelação que, pela primeira vez, implica pessoalmente a presidente afastada Dilma Rousseff numa operação de caixa dois na eleição de 2014 – o que configura crime” relata a publicação.
“Presidente, resolvi procurar a senhora para saber o seguinte: é mesmo para efetuar o pagamento exigido pelo Edinho (o tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva)”? “É para pagar”, respondeu Dilma.

De fato “é para pagar” que Dilma está exilada, mesmo sendo em Brasília, e o processo de impeachment é inevitável. Seus aliados é que vão sentir o “golpe” de vê-la afastada, não só da Presidência da República, mas provavelmente da política eleitoral. Afinal, nem o apoio do “padrinho” ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que anda abatido, mas mesmo assim não moverá mais um dedo para a “afilhada”.

Eleições em BH
Se as eleições para a Prefeitura de Belo Horizonte pareciam estar no 0 x 0, agora devem ter uma reviravolta. A novidade é a movimentação em torno do nome do ex-vice-prefeito Roberto Carvalho, do PT, ferrenho opositor do prefeito Marcio Lacerda (PSB). Fontes petistas informam que amanhã haverá encontro na sede do PT municipal com a presença do ex-ministro Patrus Ananias, que vê com bons olhos uma possível candidatura do companheiro à PBH. O jogo promete esquentar nos próximos 45 minutos.

Partido de Minas
A bancada mineira na Câmara dos Deputados fez um acordo para que todos os parlamentares do estado trabalhem para conseguir recursos do governo federal para vários projetos já definidos pelo governador Fernando Pimentel (PT). Percebeu que é toda a bancada? Pois é assim, também os deputados da oposição estão engajados, inclusive os tucanos. Eles gostam de dizer que, quando se trata de conseguir dinheiro da União, só há uma legenda, o Partido de Minas.

Nada saudável
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou reajuste de 13,57% nos planos de saúde individuais e familiares. Não é por nada não, mas é uma atitude nada saudável nestes tempos de recessão e desemprego. E quer saber quantos são os atingidos? Nada menos que 8,3 milhões de beneficiários de planos individuais ou familiares. O percentual será válido de maio de 2016 a abril de 2017. Mas o troco virá em 2018, ano de eleições gerais, de presidente a deputados.

Notícia boa

Quase US$ 375 bilhões. É isso mesmo, US$ 375 bilhões. A fortuna está na “caderneta de poupança” do Banco Central. São as reservas internacionais, e tem como principal motivo proteger o país contra eventuais crises externas. Por isso são consideradas uma espécie de blindagem para a economia, porque, na prática, mostram que o país tem como honrar seus compromissos no mercado. E servem também como proteção contra ataques especulativos ao real, garantindo a sua credibilidade, já que o país mostra ter como se defender. É notícia boa, coisa rara nestes tempos bicudos.
O lado cultural
O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) deixa de lado a política e revela o seu lado de amante da arte. Postou no Facebook: “Últimos dias da exposição em Brasília que traz as cores de Frida Kahlo (foto) e a arte mexicana. Fantástica!” E Pestana ainda fez questão de mostrar uma declaração da artista: “Pinto a mim mesma porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor” – Frida Kahlo. E sugere: “vale a pena conferir, até dia 5, na Caixa Cultural!”

pingafogo

- Não é por nada não, mas é impossível resistir. Por força de decisão do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a intenção da presidente Dilma Rousseff (PT) de subir no palanque pelo país afora aterrissou.

- A Prefeitura de Uberlândia entregou ontem de manhã, um ano depois do início das obras de infraestrutura, as benfeitorias do local da parte sul do Residencial Integração.

- O detalhe que chama a atenção, no entanto, é que os bairros atendidos são os Dom Almir, Joana D’arc, São Francisco, Celebridade e Prosperidade. Como assim? Prosperidade? Está explicado o motivo das obras.

- O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não desiste. Muito antes pelo contrário, ele insiste. Quer voltar à Câmara dos Deputados e recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF).

- E Eduardo Cunha (foto) foi além. Não quer se sentar no plenário. Pediu para voltar à Câmara dos Deputados e incluiu na petição enviada ao Supremo que quer de volta também a cadeira de presidente da Casa.


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