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Estado de Minas

PSDB se curva à realidade e à necessidade do impeachment, diz Aécio

Segundo o senador tucano, o partido não defendia o afastamento da presidente como a solução mais legítima para o país


postado em 08/04/2016 17:37 / atualizado em 08/04/2016 18:08

 O senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, afirmou nesta sexta-feira que o partido "se curvou" à realidade do impeachment. O tucano disse que o partido hoje é "100% impeachment", mas frisou que essa não era a solução defendida como a mais legítima entre os integrantes do principal partido de oposição do País.

"Hoje, o caminho que se apresenta aos brasileiros é o caminho do afastamento constitucional da presidente da Republica pelo impeachment e o PSDB, que não é beneficiário direto do impeachment, se curva a essa realidade e à necessidade de retirar a presidente Dilma para que o Brasil possa voltar a crescer", afirmou Aécio.

"O impeachment não era a primeira opção de muitos de nós tucanos. Sempre achamos que novas eleições a partir do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) talvez fosse o caminho que legitimasse de forma mais adequada um novo governo. Mas, hoje, há uma convergência em razão da necessidade de essa mudança acontecer rapidamente. Não se sabe o que acontecerá no TSE nem quando. O impeachment está nas nossas mãos", disse ao deixar um ato pró-impeachment na capital.

Ao longo de seu discurso no evento, Aécio chegou a lembrar a campanha de 2014, acusando Dilma Rousseff de ter mentido ao eleitorado, e disse que "bateu na trave" ao quase ter ganhado a disputa contra a petista.

"O impeachment é a possibilidade de um 'distensionamento', quem sabe a construção de um governo emergencial que possa avançar na direção de reformas", prosseguiu Aécio, sem contudo citar diretamente o nome do vice-presidente Michel Temer (PMDB).

Aécio tem evitado falar da composição em eventual governo Temer e rechaçado a hipótese de o PSDB negociar cargos com o peemedebista. Já o senador José Serra é considerado o principal interlocutor do PSDB com Temer e senadores da legenda.

O evento promovido pela Força Sindical não teve um dos focos previstos pela entidade, que era a blindagem, pela oposição, de Temer, que será beneficiário da cadeira presidencial, caso seja aprovado o impeachment.

Em conversa com jornalistas, o presidente do Solidariedade, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, havia falado que uma das bandeiras do evento de hoje da entidade sindical, além da defesa do impeachment, seria o apoio ao peemedebista. Contudo, essa defesa foi deixada de lado após o encontro de lideranças do PSDB, ocorrido na hora do almoço no Palácio dos Bandeirantes, que teve como foco apenas a defesa do impedimento de Dilma. O secretário-geral do PSDB, deputado Silvio Torres, chegou a dizer para jornalistas, após essa conversa, que Temer é uma 'segunda etapa' na luta pelo impeachment.


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