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Estado de Minas

Caiado: delação de Cerveró mostra 'digitais' de Dilma em esquema da Petrobras


postado em 12/01/2016 18:31 / atualizado em 12/01/2016 18:51

(foto: AFP PHOTO/CARLOS BECERRA )
(foto: AFP PHOTO/CARLOS BECERRA )

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), disse nesta terça-feira que declarações feitas pelo ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró em sua delação premiada mostram as "digitais" da presidente Dilma Rousseff no esquema de corrupção na estatal. Segundo o delator, em 2013, a presidente colocou "à disposição" do senador Fernando Collor (PTB-AL) cargos de direção da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras também investigada pela Operação Lava Jato.

A afirmação de Cerveró, divulgada em primeira mão pelo Estadão.com, foi feita em depoimento prestado por ele no dia 7 de dezembro de 2015 à Procuradoria-Geral da República.

Na mesma delação, conforme divulgaram hoje os jornais Folha de S. Paulo e Valor Econômico, Cerveró disse que Lula o nomeou para diretor da BR Distribuidora "em reconhecimento" pela "ajuda" ao PT para quitar um empréstimo de R$ 12 milhões do banco Schahin - a área internacional da Petrobras, sob a alçada dele em 2008, contratou a Schahin Engenharia por R$ 1,6 bilhão na operação do navio-sonda Vitória 10.000.

Para o líder do DEM, a delação do ex-diretor da Petrobras acaba com a "suposição" de que Dilma não sabia do que ocorria na estatal e em suas subsidiárias. "Nós temos uma abundância não só de vestígios, mas de digitais que mostram claramente a forma de atuação", disse Caiado. "A delação reforça o conhecimento e ao mesmo tempo a participação e a anuência do ex-presidente Lula e da presidente Dilma em tudo o que ocorreu", afirmou.

Na avaliação do senador, as informações só reforçam a necessidade do afastamento de Dilma. Ele defende como melhor caminho para superar as crises política e econômica a realização de nova eleição presidencial. A convocação de um novo pleito está prevista caso a chapa Dilma Rousseff e Michel Temer seja cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nos dois primeiros anos de mandato.


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