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Estado de Minas

PSDB rebate Dilma e diz que base do impeachment é voz de milhões de brasileiros

Na semana passada, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu colocar sob avaliação dos parlamentares o pedido de afastamento


postado em 11/12/2015 17:19 / atualizado em 11/12/2015 16:51

O PSDB, presidido pelo senador Aécio Neves, divulgou nesta sexta-feira uma nota rebatendo as declarações da presidente Dilma Rousseff de que a base do pedido de impeachment que está em andamento "é do PSDB, sempre foi".

"A presidente da República equivoca-se mais uma vez ao transferir ao PSDB a responsabilidade exclusiva sobre o processo de impeachment. Na base do impeachment não está um partido político, mas a voz de milhões de brasileiros", diz o texto dos tucanos.

Na semana passada, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu colocar sob avaliação dos parlamentares o pedido de afastamento apresentado pelo ex-deputado petista Hélio Bicudo, o ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso Miguel Reale Jr e a advogada Janaína Paschoal. Hoje, Dilma usou ironia ao dizer que a base do pedido e das propostas aceitas por Cunha era do PSDB. "Ou alguém aqui desconhece esse fato? Porque senão fica uma coisa um pouco hipócrita da nossa parte, nós fingirmos que não sabemos disso", declarou Dilma.

Em sua nota, o PSDB destaca o fato de Bicudo ser um dos fundadores do PT e diz que o pedido - "ao contrário do que o PT fez no passado, ao propor o impeachment dos ex-presidentes Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso" - tem fundamento. Para os tucanos, o pedido de impeachment sustenta no "cometimento de um crime de responsabilidade pela presidente". "As pedaladas fiscais violaram a Constituição e se constituíram em mais uma ferramenta para enganar a população e vencer as eleições, já que serviram para esconder do país a real situação das contas públicas", afirma o texto.

Em reunião realizada na noite de quinta-feira, 10, em Brasília, integrantes da cúpula do PSDB fecharam questão a favor do impeachment. O encontro contou com a participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de Aécio Neves, dos seis governadores da legenda e lideranças do partido da Câmara e do Senado.

O PSDB diz que a posição externada na quinta-feira pelos seus principais líderes "parte da constatação de que a presidente efetivamente cometeu crime de responsabilidade". Na nota, os tucanos ainda cobram uma postura diferente de Dilma e dizem que ela deveria se preocupar na sua defesa e não tentar politizar a questão.

"Já é hora de a presidente dedicar-se à defesa das graves acusações que lhe são imputadas e deixar de lado a inócua retórica política com a qual tem buscado se defender e terceirizar responsabilidades", diz o texto.


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