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Estado de Minas

Para Marina, não há golpe no pedido de impeachment de Dilma

Ex-senadora disse que vai participar da comissão especial que vai discutir o impeachment da presidente com total isenção e autonomia


postado em 05/12/2015 06:00 / atualizado em 07/12/2015 18:38

Brasília – A ex-senadora Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, afirmou ontem que seu partido vai participar da comissão especial que vai discutir o impeachment da presidente Dilma Rousseff com total isenção e autonomia. “O pedido de impeachment não é golpe. Está previsto na Constituição”, afirmou. “Nós apoiamos totalmente as investigações. Entendemos que a Operação Lava-Jato está desmontando um caso de corrupção que tem na sua origem os partidos que compõem o governo: o PT, PMDB e PP.”

Marina acredita, porém, que ainda não há razões suficientes para afastar a presidente no texto acolhido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “A Rede compreende que é insuficiente. O processo já está contaminado pela acusação de chantagem por parte do governo, do vice-presidente e pela tentativa de barganha da oposição. Ambos queriam blindar o Cunha”, afirmou.


A ex-senadora, que também foi ministra de Meio Ambiente no governo do ex-presidente Lula, apoia a continuidade das investigações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a legitimidade de toda a chapa governamental. “O que pesa sobre o PT também pesa sobre o PMDB do vice-presidente Michel Temer. Ambos os partidos possuem representantes condenados, presos ou acusados de corrupção e desvio de verba pública”, destacou. “Esse é o caminho que tira o espaço da chantagem e da barganha. Os partidos da presidente e do vice estão envolvidos. Não podemos achar que a substituição de uma cara da mesma moeda é a solução para o problema.”

Marina disse que o país está em estado de insolvência em relação às finanças públicas e citou como exemplo o fato de o governo ter aprovado na quarta-feira a revisão da meta fiscal no Congresso. A medida permite que o Executivo faça um déficit de até R$ 120 bilhões este ano. Para a ex-senadora, “estamos num poço sem fundo”. “O presidencialismo de coalizão no Brasil virou o presidencialismo da confusão e da desmoralização.” Sobre a possibilidade de adiamento do recesso parlamentar, a ex-senador afirmou: “Minha posição pessoal é que não se pode protelar indefinidamente uma coisa com essa complexidade”.

Conselho de Ética

O presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), defende que, caso se decida pelo funcionamento da comissão para analisar pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff durante o recesso, o colegiado que comanda também funcione neste período. A reunião do conselho que vai votar a admissibilidade do processo contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), está marcada para terça-feira. “Não tem sentido funcionar a comissão e o conselho ficar parado. O que não pode é andar um e não andar o outro. É um caso também de interesse nacional”, disse Araújo.

 


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