(none) || (none)
UAI
Publicidade

Estado de Minas

Câmara aprova MP que transfere custo da estiagem na geração de energia para consumidores

Risco hidrológico (falta de chuvas) na geração hidrelétrica deixa de ser das usinas e vai para o consumidor final


postado em 10/11/2015 22:36 / atualizado em 10/11/2015 22:44

Mesmo após várias tentativas de obstrução pela oposição, o governo conseguiu aprovar na noite desta terça-feira, 10, no plenário da Câmara, o texto-base da Medida Provisória (MP) 688/2015, que transfere o risco hidrológico (falta de chuvas) na geração hidrelétrica de energia ao consumidor final e prorroga contratos das usinas ou suas concessões para compensar os prejuízos de 2015 com a geração menor.

A matéria foi aprovada por 257 votos a 173. Houve ainda cinco abstenções. Agora, serão votados os destaques da matéria. A Medida Provisória é considerada fundamental para a continuidade dos planos de negócios das usinas hidrelétricas do Brasil. Na avaliação do governo federal, a proposta é essencial para o sucesso do leilão de 29 hidrelétricas antigas, que foi adiado de 6 de novembro para 25 de novembro, em razão do atraso na votação da MP.

A meta do Executivo é captar até R$ 17 bilhões com o pagamento de outorga pela concessão dessas usinas, dos quais R$ 11 bilhões seriam ainda este ano. A oposição ao governo na Câmara tentou obstruir a votação da matéria, alegando que os cidadãos brasileiros serão penalizados por erros do governo.

"Essa MP joga para consumidores o pagamento das contas de algo que deveria ser responsabilidade das empresas e do governo federal", declarou o deputado Glauber Braga (Psol-RJ). " É uma conta a mais para o brasileiro, vai aumentar a conta de energia" avaliou o deputado Nilson Leitão (PSDB-MT).

Governistas, por sua vez, rebateram as críticas. Vice-líder do PT, o deputado Carlos Zarattini (SP), sustentou que a energia ficará mais barata com os leilões das usinas que já tiveram amortizados os investimentos de construção. "O governo antecipou o vencimento das concessões de usinas que já estavam pagas há muito tempo, então as novas concessões não levarão em conta o custo do investimento. A MP também vai evitar apagões no País diante do terceiro ano de seca", disse.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)