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Estado de Minas

Ministro da Justiça diz que greve dos caminhoneiros é política e que PRF agirá com rigor

José Eduardo Cardozo afirmou que o movimento não pode tirar o direito dos brasileiros de transitar pelas rodovias


postado em 09/11/2015 21:03 / atualizado em 10/11/2015 19:36

(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)
(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)

O Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta segunda-feira que o movimento de greve dos caminhoneiros tem viés “indiscutivelmente político” e que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Ministério de Justiça “vão agir com rigor”. “Não há uma pauta de reivindicações, nós não temos possibilidade de negociar em cima de questões que não são apresentadas. É uma pauta política que é alimentada por pessoas que querem fazer uma ação política, e nós lamentamos que seja assim”, afirmou. Cardozo ainda disse que os que estiverem parados nas estradas serão multados em cerca de R$ 1.900,00 e, no caso de interdição, a PRF está autorizada a agir.

O ministro ainda afirmou que o movimento está ferindo o direito de ir e vir das pessoas, inclusive de outros caminhoneiros. Cardozo disse ainda que por ter esse apelo político o movimento não tem conseguido boa adesão, inclusive, porque não tem o apoio dos sindicatos e entidades que representam a categoria. “Nós não podemos admitir que um movimento político, sem nenhum viés corporativo para a categoria dos caminhoneiros, possa trazer prejuízo para a sociedade brasileira”.

De acordo com boletim divulgado pela PRF na tarde desta segunda-feira, seis pontos em rodovias que passam por Minas tiveram registro de interdição parcial. Os protestos foram convocados pelo Comando Nacional do Transporte, que se declara independente de sindicatos. Em Minas os atos estão sendo realizados na BR-381 no KM 359, em Bom Jesus do Amparo, no KM 398, em João Monlevade, e no KM 513, no município de Igarapé. Na BR-262 é o KM 412, em Igaratinga, que tem manifestação da categoria. Já na BR-040 os motoristas de caminhão se concentram em Conselheiro Lafaiete, na altura do KM 627, e em Sete Lagoas, no KM 466.

A greve foi convocada pelo Comando Nacional do Transporte, que se declara independente de sindicatos. No comunicado distribuído no fim do mês passado, os trabalhadores informaram que a manifestação conta com o apoio de grupos que pedem a saída de Dilma da Presidência, como o Movimento Brasil Livre, o Vem Pra Rua, o Revoltados OnLine e o Movimento Brasil Livre (MBL).
Ainda segundo informações da PRF, no começo da manhã foram registrados alguns tumultos na BR-381, em Igarapé, com caminhoneiros se recusando a parar o que resultou em veículos danificados. Motoristas relatara, que sofreram ameaças e foram obrigados à aderir ao movimento. 

Os manifestantes, convocados pelas redes sociais pelo Comando Nacional do Transporte, criticam o governo de Dilma Rousseff e pedem o afastamento da presidente. De acordo com o movimento, há manifestações em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, no Tocantins, Paraná, em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e em Pernambuco.

Entidades contra


Várias entidades que representam o setor se manifestaram contra esse movimento e veem interesses políticos por trás dessa paralisação. Para o Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Bens no Estado do Pará (Sindicam-PA), a greve é organizada "por pessoas que não fazem parte da categoria e estão aproveitando o momento de dificuldade que o País passa".

Já a Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral do Estado de São Paulo (Fetrabens) diz que "os problemas que afetam a categoria são muitos e que, para resolvê-los, é preciso coesão e sabedoria".

Entidades de Goiás e Tocantins também assinaram, juntos, um documento contra a greve.

Principal alvo dos sindicatos, Ivar Schmidt tem 44 anos, mora em Mossoró (RN) e nega qualquer vínculo partidário. Caminhoneiro, ele começou a se destacar há um ano e, em 2015, criou o "Comando Nacional do Transporte".


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