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Estado de Minas

Lindbergh Farias diz que momento é para ser 'mais desenvolvimentista'


postado em 26/05/2015 17:25

Brasília, 26 - Após pedir na semana passada a demissão do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e a cobrar mudança de rumos na política econômica, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) defendeu na tarde desta terça-feira, 26, que o momento atual é para que o governo Dilma Rousseff adote uma postura mais desenvolvimentista a partir do titular do Planejamento, Nelson Barbosa.

"Eu acho até que o Nelson Barbosa tem que se apresentar mais. Tem uma história no Brasil que, desde o governo Fernando Henrique Cardoso, o Ministério do Planejamento faz um certo contraponto ao Ministério da Fazenda. No governo Fernando Henrique Cardoso, era o (José) Serra de um lado (e o Pedro Malan do outro). O Nelson Barbosa tem que se apresentar mais. É natural que dentro do governo se expressem posições diferentes", afirmou, em entrevista em seu gabinete a jornalistas.

Lindbergh Farias afirmou que não se pode ter uma posição hegemônica dentro do governo. O petista disse acreditar que Barbosa estava "muito tímido", mas gostou de algumas ações recentes dele. Lembrou que, na época do governo Lula, Guido Mantega, então titular do Planejamento, fazia o contraponto a Antonio Palocci, titular da Fazenda. Segundo ele, o debate é "muito saudável".

O senador do PT disse que o grupo que tem defendido mudanças na forma de atuação do governo já "ganhou" ao desinterditar o debate sobre o rumo da política econômica. Segundo ele, daqui para frente esse grupo vai colocar "com mais clareza" as discordâncias quanto ao rumo dessa política do governo. "Eu acho que a gente fortalece aqueles setores da linha desenvolvimentista", afirmou.

Questionado pelo

Broadcast Político

, Lindbergh esquivou-se de dizer se preferiria que Barbosa assumisse a Fazenda no lugar de Levy. O petista defendeu a tese de que se faça um ajuste fiscal ao mesmo tempo em que almeje a retomada do crescimento da economia. Para ele, essa é uma fórmula para aumentar a arrecadação do País. Ele disse torcer "muito" para que a visão mais desenvolvimentista ganhe esse debate e coloque a "lógica do crescimento como centro para equilibrar a parte fiscal".


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