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Estado de Minas

Mensagem do governador Fernando Pimentel critica choque de gestão

De acordo com o texto, nos últimos 12 anos, "sob a égide do choque de gestão, foi prometido aos mineiros um estado enxuto e eficiente"


postado em 02/02/2015 06:00 / atualizado em 02/02/2015 17:20

O governador Fernando Pimentel (PT) não compareceu nesse domingo à posse dos novos deputados estaduais, mas enviou uma mensagem com críticas ao “choque de gestão”, nome dado ao modelo de administração implantado em Minas Gerais pelo governo do PSDB, que antecedeu o petista. Lido pelo vice-governador Antônio Andrade (PMDB), o texto afirma que Minas enfrenta “uma situação fiscal preocupante” e um “déficit claro no estado em relação às políticas sociais”. De acordo com o texto, nos últimos 12 anos, “sob a égide do choque de gestão, foi prometido aos mineiros um estado enxuto e eficiente”. “Os resultados efetivos, porém, apontam, de maneira inequívoca, a ausência de um resultado estruturador para o desenvolvimento de um estado integrado. Os indicadores econômicos colocam Minas em situação preocupante, perdendo competitividade e com uma das maiores dívidas do país. O resultado é uma baixa taxa de crescimento e consequente incapacidade do estado de dar respostas ao problemas fundamentais da população, como saúde, educação e segurança, o que justifica os baixos indicadores sociais”, diz a mensagem.

O texto integra o balanço referente ao Plano Plurianual de Ação Governamental do período 2012/2015, executado durante o governo Antonio Anastasia (PSDB), eleito senador, que deixou o cargo em abril para participar do pleito. A gestão anterior tinha deixado pronta uma mensagem para acompanhar o balanço, mas o texto foi alterado pelo atual governo, que não concordou com os termos do documento que ressaltava o chamado choque de gestão. Nele, o governo defende que o desenvolvimento do estado seja pensado de forma integral e que a formulação de políticas públicas leve em conta as desigualdades regionais e promete governar “não exclusivamente do comando central em Belo Horizonte, mas de forma regionalizada, mais próxima dos anseios da população”.

A mensagem diz também que vai ser revista a concepção de governo implementada em Minas Gerais, “na qual a gestão comanda o planejamento, e não o contrário, como conceitualmente recomenda o instrumento de planejamento econômico”. Promete também o aumento da participação popular na condução da administração e diz que ela está abaixo da média da maioria dos outros estados. “Os conselhos estaduais funcionam mal mesmo em áreas tradicionais, como saúde e assistência social. Assim é possível observar um déficit claro no estado em relação às politicas sociais”. A mensagem lida por Antônio Andrade irritou deputados que participaram do governo anterior. Carlos Pimenta (PDT), que foi secretário de Trabalho e Emprego, durante a gestão de Anastasia, disse que o tom do texto foi “brusco”. “Não gostei da mensagem. O tom foi brusco. Minha posição não é de crítica radical ao governador Pimentel, mas confesso que fiquei assustado com essa mensagem”, afirmou Pimenta. 


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