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Estado de Minas INDEFINIÇÃO

Solenidade de posse na Câmara Municipal pode não ocorrer por falta de quórum

Novos dirigentes da Câmara de BH assumem hoje seus cargos. Nem os integrantes da direção que sai confirmaram presença


postado em 01/01/2015 00:12 / atualizado em 01/01/2015 07:49

Vereador Wellington Magalhães, eleito presidente da Câmara de BH em 12 de dezembro, toma posse hoje, se conseguir quórum em plenário(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
Vereador Wellington Magalhães, eleito presidente da Câmara de BH em 12 de dezembro, toma posse hoje, se conseguir quórum em plenário (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
Enquanto a presidente Dilma Rousseff (PT) e o governador Fernando Pimentel (PT) tomam posse hoje com uma programação definida em detalhes, uma solenidade bem menos badalada e cheia de indefinições deve acontecer na Câmara Municipal de Belo Horizonte. A posse da nova Mesa Diretora do Legislativo municipal, presidida pelo vereador Wellington Magalhães (PTN), está marcada para 14h, no plenário da Casa. No entanto, integrantes da futura Mesa não sabem como será a transmissão dos cargos e os membros da atual gestão não confirmaram a presença no evento. Para que a cerimônia ocorra, será necessária a presença de pelo menos 21 vereadores.


Além de Magalhães, deverão tomar posse hoje o 1º vice-presidente, Henrique Braga (PSDB), o 2º vice-presidente, Pablito (PV); o secretário-geral, Coronel Piccinini (PSB), e o 1º e o 2º secretários, Dr. Nilton (Pros) e Pelé do Vôlei (PTdoB). Segundo o regimento da Câmara, o atual presidente, Léo Burguês (PTdoB), deve passar o comando para o vereador eleito para o próximo pleito. Caso o presidente não compareça à cerimônia, a responsabilidade passa ao 1º vice-presidente. Porém, como Wellington Magalhães já ocupa esse cargo da Mesa, ele não poderia transferir a presidência para si mesmo.

Dessa forma, a responsabilidade ficaria com o 2º vice-presidente, vereador Orlei (PTdoB). Até a tarde de ontem, no entanto, Orlei não havia confirmado sua presença na cerimônia e afirmou que só estará na Câmara se for convocado. Ele disse não ter confirmação de que Leo Burguês participará do evento. A reportagem do Estado de Minas não conseguiu entrar em contato com o atual presidente. A mudança na Mesa Diretora encerra quatro anos de presidência de Burguês, que esteve à frente do Legislativo municipal por dois biênios consecutivos.

Demissões O novo presidente da Câmara foi eleito em uma disputa acirrada, que dividiu os vereadores e ficou marcada pela troca de acusações. Magalhães foi eleito com 25 votos, de um total de 41 parlamentares. Ele recebeu o apoio do prefeito Marcio Lacerda (PSB), que se reuniu com um grupo de vereadores na véspera do pleito para garantir o apoio majoritário a Magalhães. Nas semanas que antecederam a eleição, Burguês e Magalhães trocaram várias acusações sobre funcionários comissionados da Câmara. Burguês chegou a divulgar uma lista com nomes de cinco supostos funcionários fantasmas indicados por Magalhães, que estariam recebendo sem trabalhar.

Depois de eleito, Magalhães deixou claro que assumirá uma postura hostil em relação ao seu antecessor e afirmou que fará uma “limpeza na Casa”. “Não se assustem com o número de demitidos. Só vou saber quantos serão demitidos quando eu tomar posse. A Câmara será administrada por vereadores, e não por deputados”, disse Magalhães, momentos depois de ter seu nome confirmado para a presidência da Câmara. O parlamentar fez duras críticas a uma possível influência de deputados que foram vereadores no passado, mas mantiveram poder dentro da Casa. O retorno às atividades na Câmara ocorrerá em fevereiro, mas, segundo o futuro secretário-geral, vereador Coronel Piccinini, a intenção do novo grupo é se reunir nas próximas semanas para definir questões internas da nova administração.

 


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