
Além de Magalhães, deverão tomar posse hoje o 1º vice-presidente, Henrique Braga (PSDB), o 2º vice-presidente, Pablito (PV); o secretário-geral, Coronel Piccinini (PSB), e o 1º e o 2º secretários, Dr. Nilton (Pros) e Pelé do Vôlei (PTdoB). Segundo o regimento da Câmara, o atual presidente, Léo Burguês (PTdoB), deve passar o comando para o vereador eleito para o próximo pleito. Caso o presidente não compareça à cerimônia, a responsabilidade passa ao 1º vice-presidente. Porém, como Wellington Magalhães já ocupa esse cargo da Mesa, ele não poderia transferir a presidência para si mesmo.
Dessa forma, a responsabilidade ficaria com o 2º vice-presidente, vereador Orlei (PTdoB). Até a tarde de ontem, no entanto, Orlei não havia confirmado sua presença na cerimônia e afirmou que só estará na Câmara se for convocado. Ele disse não ter confirmação de que Leo Burguês participará do evento. A reportagem do Estado de Minas não conseguiu entrar em contato com o atual presidente. A mudança na Mesa Diretora encerra quatro anos de presidência de Burguês, que esteve à frente do Legislativo municipal por dois biênios consecutivos.
Demissões O novo presidente da Câmara foi eleito em uma disputa acirrada, que dividiu os vereadores e ficou marcada pela troca de acusações. Magalhães foi eleito com 25 votos, de um total de 41 parlamentares. Ele recebeu o apoio do prefeito Marcio Lacerda (PSB), que se reuniu com um grupo de vereadores na véspera do pleito para garantir o apoio majoritário a Magalhães. Nas semanas que antecederam a eleição, Burguês e Magalhães trocaram várias acusações sobre funcionários comissionados da Câmara. Burguês chegou a divulgar uma lista com nomes de cinco supostos funcionários fantasmas indicados por Magalhães, que estariam recebendo sem trabalhar.
Depois de eleito, Magalhães deixou claro que assumirá uma postura hostil em relação ao seu antecessor e afirmou que fará uma “limpeza na Casa”. “Não se assustem com o número de demitidos. Só vou saber quantos serão demitidos quando eu tomar posse. A Câmara será administrada por vereadores, e não por deputados”, disse Magalhães, momentos depois de ter seu nome confirmado para a presidência da Câmara. O parlamentar fez duras críticas a uma possível influência de deputados que foram vereadores no passado, mas mantiveram poder dentro da Casa. O retorno às atividades na Câmara ocorrerá em fevereiro, mas, segundo o futuro secretário-geral, vereador Coronel Piccinini, a intenção do novo grupo é se reunir nas próximas semanas para definir questões internas da nova administração.
